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MIT desenvolve coração impresso em 3D que imita anatomia e funções de pacientes

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Instituto de Tecnologia de Massasuchetts (MIT)
Instituto de Tecnologia de Massasuchetts (MIT)

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) conseguiram desenvolver réplicas robóticas de corações que imitam a anatomia de pacientes, apresentando diferenças importantes no formato e função do órgão, permitindo estudo, testes e tratamentos mais eficazes e individualizados. Para isso, foram usadas imagens médicas e impressão 3D, bem como uma combinação de aparelhos médicos mais comuns.

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Após imprimir representações 3D dos corações modelados no computador em materiais maleáveis, os cientistas utilizaram mangas infláveis, como as utilizadas em esfigmomanômetros (aparelhos para medir a pressão sanguínea) para simular o fluxo sanguíneo e parâmetros de pressão do coração original. Com isso, não só a anatomia, mas também fisiologia e mecânica do órgão do paciente podem ser imitadas, permitindo aos profissionais de saúde conhecer seu funcionamento mais a fundo.

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Refinando corações artificiais

Embora a anatomia, de maneira geral, já seja uma disciplina muito bem definida e explorada, as particularidades de cada corpo podem mostrar variações consideráveis, dificultando, por vezes, o trabalho de médicos na hora de formular tratamentos, especialmente os aos pacientes cardíacos.

A nova maneira de simular as particularidades humanas com combina, então, diversas técnicas. O modelo convertido em 3D de cada paciente é impresso com uma tinta feita de polímeros, gerando um material flexível e adaptado à anatomia do paciente, chegando até a incluir vasos sanguíneos próximos, como a aorta, mimetizando quaisquer mudanças que doenças possam ter causado.

Um exemplo é a estenose aórtica, em que a válvula desse vaso sanguíneo, o principal a se ramificar do coração, é estreitada, enfraquecendo o órgão. Graças à tecnologia, essa disfunção pode ser simulada, bem como a substituição da válvula, com o uso das mangas pressurizadas. Utilizando elas, é possível estimular o funcionamento do modelo impresso, sendo adicionado até mesmo fluido para ser bombeado — com ajustes precisos, é possível imitar o fluxo sanguíneo e pressão do próprio paciente.

Segundo os cientistas, médicos poderão otimizar intervenções cirúrgicas antes de praticá-las, testando, por exemplo, diversas válvulas sintéticas no modelo impresso para descobrir qual se encaixaria melhor no paciente e traria melhores resultados. Reproduzir os fluxos e pressões para replicar mecânica e fisiologia do coração de cada paciente é, segundo os pesquisadores, a parte mais empolgante da pesquisa.