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Mais sucesso: tecnologia imprime modelo de coração de crianças antes da cirurgia

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Axial 3D
Axial 3D

Cada vez mais a área da bioimpressão — a impressão em 3D de tecidos ou órgãos reais — vem conquistando seu espaço nos laboratórios, noticiáris e na vida das pessoas, revolucionando diferentes campos da medicina, principalmente a área de transplantes. Mas também pode auxiliar a preparação de médicos para cirurgias. Com impressões 3D, é como se os profissionais da saúde chegassem para a operação com um mapa real do seu paciente, que os permite conhecer seus "pontos fracos" e, mais do que isso, suas estruturas internas de difícil acesso.

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Pensando nisso, uma Instituição de caridade do Reino Unido, a Wessex Heartbeat, começa a financiar um projeto que usa a impressão 3D para mudar a maneira como a cirurgia cardíaca é realizada em crianças, minimizando os riscos do procedimento. A parceria para o tratamento de doenças cardíacas congênitas é feita com Hospital Universitário de Southampton, na Inglaterra. 

Para os procedimentos cirúrgicos, a ideia é que a impressão 3D seja usada na produção de um modelo tridimensional, idêntico ao coração de um paciente, com ajuda da tecnologia da Axial3D — empresa especializada na área médica de impressões que oferece diferentes modelos anatômicos para planejamento cirúrgico. A vantagem desses modelos é suportar simulações físicas de uma cirurgia. 

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Como funciona?

O modelo do coração de cada paciente é produzido partir de uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Depois de receber esses dados, a empresa responsável leva cerca de 48 horas para a produção uma réplica detalhada do órgão.

Isso significa que os cirurgiões podem entender, em detalhes, a anatomia de um paciente antes de iniciarem qualquer operação. A partir disso, são capazes de identificar regiões potencialmente problemáticas e minimizarem a quantidade de procedimentos invasivos que uma criança com problemas cardíacos passará ao longo de sua vida. Em outras palavras, conhecendo as estruturas internas, os cirurgiões conseguem efetuar procedimentos mais seguros e aumentar a taxa de prognósticos favoráveis nos pacientes.

Esses mesmo modelos cardíacos também podem ser aproveitados em exercícios práticos de treinamento na formação de novos cirurgiões, na própria faculdade. 

Fonte: Tech Radar