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Miniórgãos criados em laboratório podem substituir animais em testes

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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DS stories/Pexels
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Cientistas da Cornell University (EUA) desenvolveram miniórgãos com potencial para substituir animais em testes de vacinas. A ideia dos pesquisadores é que, a longo prazo, organoides maiores e mais sofisticados possam suprir a necessidade de transplantes.

O grupo conseguiu produzir centenas de organoides a partir do baço de um único camundongo, e os envolveu em uma matriz de hidrogel antes de injetar cada um com moléculas candidatas a uma vacina contra a tularemia (uma doença infecciosa causada pela bactéria Gram-negativa Francisella tularensis).

Conforme aponta o artigo, as respostas das células B às moléculas foram semelhantes nos organoides e nos camundongos, com exceção de algumas diferenças — que devem ser investigadas a fundo em futuros estudos.

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A equipe reconhece que o método permite testar um grande número de antígenos com baixo custo, principalmente levando em consideração testes que exigem animais semelhantes aos humanos. Outro fator é que os animais vivos demoram mais para responder, enquanto os organoides podem acelerar o processo.

Por enquanto, isso não significa eliminar totalmente os animais dos testes de vacinas, mas já é um passo nessa direção. A ideia é que, no futuro, organoides feitos de células humanas também possam reduzir os casos em que as vacinas funcionam contra outras espécies, mas falham quando usadas em pessoas.

Com o experimento em questão, os autores ampliaram o conhecimento da ciência sobre as reações das células B. Em animais vivos, pode ser difícil distinguir a resposta das células B da resposta das células T, mas os organoides fornecem uma imagem mais clara.

Ciência aposta em miniórgãos

No entanto, não é de hoje que a comunidade científica aposta em miniórgãos para cumprir determinadas demandas. Anteriormente, pesquisadores reproduziram autismo em minicérebros 3D para entender uma variação genômica associada ao transtorno. Cientistas também criaram "miniestômagos" que ajudaram a entender a covid-19 em crianças.

Fonte: ACS Central Science via IFL Science