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Luva toca piano sozinha e ajuda pacientes com AVC a recuperar habilidades

Por| Editado por Luciana Zaramela | 29 de Junho de 2023 às 15h34

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 Johannes Plenio/Unsplash
Johannes Plenio/Unsplash

A ciência vem ajudando a humanidade a recuperar os movimentos perdidos, por meio de diferentes inovações. Em estudo publicado nesta quinta-feira (29) na revista científica Frontiers in Robotics and AI, um grupo de pesquisadores anunciou uma luva robótica capaz de tocar piano e, consequentemente, ajudar pacientes com AVC (acidente vascular cerebral) a recuperar habilidades musicais.

Na luva, 16 sensores permitem que o usuário possa realmente “sentir” as superfícies ou objetos que está tocando. O item foi projetado para auxiliar e aprimorar os movimentos naturais das mãos e permitir que o usuário tenha controle sobre a flexão e a extensão dos dedos. Além disso, a tecnologia fornece orientação para as mãos, amplificando a destreza.

Para testar a inovação, a equipe programou uma luva com a série de movimentos necessários para que ela se movesse sozinha para tocar uma música no piano. Houve também uma série de testes nos quais a luva foi usada por um voluntário de 25 anos. Via algoritmos, os pesquisadores treinaram a luva para apontar a diferença entre tocar piano de forma correta e incorreta.

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Conforme os pesquisadores sugerem no artigo em questão, o projeto pode ser adaptado para outras tarefas de reabilitação: além de tocar música, por exemplo, as possibilidades da luva se entendem à manipulação de objetos e funcionalidade personalizadas para cada usuário.

De qualquer forma, os pesquisadores reconhecem alguns desafios que ainda precisam ser superados, como o refinamento dos algoritmos. Ainda assim, o grupo aponta que essas descobertas destacam o potencial para ajudar indivíduos a reaprender tarefas hábeis.

Pacientes com AVC recuperam movimentos

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Mas por que pacientes com AVC? Basicamente, essa condição pode carregar diversos sintomas, entre eles a paralisia, ou seja, a dificuldade ou incapacidade de se movimentar. Outros sinais envolvem dor de cabeça muito forte, de início súbito, sobretudo se acompanhada de vômitos, fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos lados do corpo, perda súbita da fala, perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos. Levantamentos já chegaram a indicar que o AVC é principal causa de morte no Brasil.

No início deste ano, uma técnica de eletroestimulação desenvolvida por pesquisadores da Pittsburgh University e da Carnegie Mellon University (EUA) ajudou paciente com AVC a recuperar movimento. Durante as sessões de eletroestimulação, eletrodos são fixados na região do pescoço, considerando a área da medula espinhal. Além disso, outros eletros são colocados ao longo do braço e do punho. O dispositivo fornece pulsos de eletricidade que ativam as células nervosas na medula.

Fonte: Frontiers in Robotics and AI, IFL Science