Japão pede que China pare de fazer teste anal de COVID-19 em cidadãos japoneses

Por Natalie Rosa | 01 de Março de 2021 às 18h10
Freepik

No início deste ano, a cidade de Pequim, na China, começou a fazer testes de COVID-19 de uma forma ainda mais desconfortável do que o padrão de coleta de material do nariz, optando por coletar amostras retais, também usando os cotonetes. O método, no entanto, não vem agradando os japoneses, que pediram para que o país interrompesse os testes anais em seus cidadãos, que são feitos assim que eles desembarcam na China.

De acordo com declaração de um porta-voz do governo do Japão, os cidadãos japoneses que fizeram o teste ao chegarem na China reclamaram de passar por uma espécie de estresse psicológico na hora de serem submetidos ao procedimento, ficando desconfortáveis. De acordo com Katsunobu Kato, secretário-geral do Gabinete do Japão, a forma de testar se há a presença do coronavírus no organismo não é usada em nenhum outro lugar, tampouco é comprovada. "Alguns japoneses relataram à nossa embaixada na China que eles receberam testes de swab anal, o que causou uma grande dor psicológica", contou Kato.

Imagem: Reprodução/Vesna Harni/Pixabay

Quando a notícia de que a China estava realizando exames retais para identificar a COVID-19 em visitantes, um dos médicos responsáveis pelo procedimento afirmou que os swabs retais eram mais precisos na detecção, justificando pelo vírus permanecer mais tempo no ânus ou em excrementos do que no próprio trato respiratório.

Fonte: Japan Times, Reuters  

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