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OMS | Gripe aviária representa baixo risco, mas precisa ser monitorada

Por| Editado por Luciana Zaramela | 10 de Fevereiro de 2023 às 13h29

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Grigory_bruev/Envato
Grigory_bruev/Envato

Na última quarta-feira (8), a Organização Mundial da Saúde anunciou que a gripe aviária (H5N1) representa baixo risco para humanos, mas ainda precisa ser monitorada. Para se ter uma noção, os casos humanos são raros desde que a cepa da gripe surgiu em 1996.

Em maio do ano passado, os EUA registraram o primeiro caso em humanos da H5N1, mas o próprio órgão de saúde do país, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apontou como uma infecção isolada que "não altera a avaliação de risco humano para o público em geral".

A H5N1 tem se espalhado entre aves domésticas e selvagens há 25 anos, conforme relembrou o próprio diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Relatos recentes inclcuíram infecções em visons, lontras e leões marinhos. Justamente com isso em vista, a organização orienta que a condição precisa ser monitorada de perto.

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No comunicado, Ghebreyesus afirmou que, apesar do baixo risco, "não podemos presumir que isso continuará sendo o caso e devemos nos preparar para qualquer mudança no status quo".

As recomendações envolvem não tocar em animais selvagens mortos ou doentes e reportar qualquer caso às autoridades locais, para que o monitoramento seja feito. Com isso, uma das orientações da OMS é que se reforce a vigilância em ambientes com interações entre humanos e animais.

Gripe aviária

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No ano passado, a Holanda decidiu sacrificar cerca de 29 mil galinhas após a detecção de uma cepa altamente infecciosa. Ao todo, quase 6 milhões de aves já foram abatidas na Holanda desde que a nova variante da doença foi detectada pela primeira vez, em 26 de outubro do ano passado. A França também se deparou com um ressurgimento de casos depois de sofrer seu pior surto de gripe aviária no início deste ano.

A exposição direta a aves silvestres infectadas é o principal fator de transmissão. As aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus, desempenhando um papel importante na evolução, manutenção e disseminação.

Apesar de ser exótica em território nacional, ou seja, nunca detectada no Brasil, a influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas, conforme alerta o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Fonte: ReutersMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento