Fundação Bill & Melinda Gates se une ao governo nos EUA na cura do HIV

Por Natalie Rosa | 25 de Outubro de 2019 às 14h00
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Cerca de US$ 100 milhões serão investidos em pesquisas a favor da África Subsaariana nos próximos quatro anos. O dinheiro será originado de duas grandes instituições que, com a ajuda da tecnologia de ponta, são capazes de buscar formas de desenvolver tratamentos e curas com efetividade: a Fundação Bill & Melinda Gates e o The National Institutes of Health (NIH), organização governamental norte-americana.

O investimento busca ir atrás de medidas que não sejam tão caras e muito menos complicadas, desenvolvendo maneiras mais simples e acessíveis para a cura de doenças falciformes e HIV. O diretor do NIH, Francis Collins, revelou em teleconferência para a imprensa que o projeto é, de fato, audacioso. "Mas se nós não colocarmos as nossas melhores mentes, recursos e visões juntos agora, nós não iríamos cumprir o nosso mandato de levar o melhor da ciência para aqueles que estão sofrendo", conta.

Melinda e Bill Gates (Imagem: Reprodução)

A motivação das organizações para investir nos projetos aconteceu depois que estudos em animais e ensaios clínicos sugerirem que as doenças falciformes e o HIV, que atingem diversas pessoas na África, podem ser tratadas com a ajuda de terapias genéticas ou com ferramentas como o CRISPR, que faz a edição de genoma.

As terapias genéticas ou edição de genes, em grande parte dos casos, envolve a remoção de células-tronco do corpo do paciente e a inclusão ou modificação de genes, seguido da reinfusão dessas células no corpo. O procedimento atual é caro e arriscado, além de ser inacessível para a maioria da população da África Subsaariana, que ainda sobre com a falta de infraestrutura médica.

A região, infelizmente, abriga cerca de dois terços das 20 milhões de pessoas que sofrem de doença falciforme e 38 milhões de pessoas que convivem com o HIV. Matshidiso Moeti, chefe do escritório regional para a África na World Health Organization, comemora o investimento para curar as doenças por ser uma grande oportunidade de encontrar novos tratamentos e curas de forma acessível.

Imagem: Reprodução

Embora a iniciativa seja extremamente necessária e elogiada por especialistas no assunto, alguns casos na África Subsaariana não podem esperar, como nota Alexis Thompson, hematologista da Universidade Feinberg, em Chicado. A especialista conta que muitas crianças acabam morrendo em decorrência de infecções bacterianas antes de completar cinco anos de idade, mostrando que há precariedade até mesmo em tratamentos tidos por muita gente como básicos, com a administração de antibióticos.

Fonte: ScienceMag

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