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Fiocruz: após recorde de mortes por dengue, Brasil deve focar na prevenção

Por| Editado por Luciana Zaramela | 18 de Janeiro de 2023 às 12h05

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 Mohamed Nuzrath/Pixabay
Mohamed Nuzrath/Pixabay

Pela primeira vez, o Brasil registrou mais de mil mortes em decorrência da dengue em um ano desde 2015. Segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 1.016 mortes associadas à doença em 2022. Para controlar os efeitos deste tipo de arbovirose — vírus transmitido por mosquitos — na população, pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam para a importância de medidas de prevenção e acesso à saúde.

Vale lembrar que os sintomas da dengue podem ser confundidos com outras doenças, incluindo a covid-19, como febre, dores de cabeça e no corpo, mal-estar e fraqueza. No entanto, esta dificuldade no diagnóstico não deve impedir o acesso ao tratamento adequado, o que pode salvar vidas.

Quando a dengue mata no Brasil?

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“Se observarmos os dados que antecedem a pandemia [da covid-19], percebemos que, durante aumentos dos casos de dengue, a quantidade de óbitos ainda permanecia em menor proporção, visto que os pacientes eram diagnosticados mais rapidamente e, consequentemente, tratados de forma adequada”, afirma Denise Valle, do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em comunicado.

Geralmente, a morte em decorrência da dengue é provocada pelo diagnóstico tardio. “A letalidade da dengue está associada à demora na identificação e no tratamento da doença", reforça Valle. Para este ano, é preciso superar o desafio, retomando o nível de atendimento pré-pandemia.

Como controlar os casos de dengue em 2023?

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No total, o Ministério da Saúde registrou 1,4 milhão de casos possíveis de dengue em 2022. No mesmo período, foram identificados aumentos de 78,9% e 42% nos casos de chikungunya e zika, respectivamente, em relação ao ano anterior. Todas as três doenças são transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti.

Sabe-se que a dengue tem seu número de casos gerais diretamente influenciado pela quantidade de mosquitos que circulam na região. Dessa forma, a melhor estratégia é impedir que os agentes transmissores se reproduzam, através da conscientização da população com campanhas públicas.

“Esses números podem diminuir a partir deste ano com as dinâmicas da sociedade se assemelhando ao período pré-pandêmico. Porém, isso apenas acontecerá se também recuperarmos nossas ações de conscientização acerca do Aedes aegypti”, defende Rafaela Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do IOC.

Fonte: Agência Fiocruz