Fast food contém produtos químicos que desregulam hormônios, segundo cientistas

Fast food contém produtos químicos que desregulam hormônios, segundo cientistas

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 28 de Outubro de 2021 às 13h40
oizostudios/envato

Você é desses que não resistem a um fast food? Pois pesquisadores dos EUA indicam que muitos itens encontrados em restaurantes de fast food contêm produtos químicos que desregulam os hormônios. Esses químicos são frequentemente usados ​​para dar mais flexibilidade aos materiais plásticos, e podem prejudicar a produção natural de hormônios, não só nas pessoas como também nos animais.

O estudo mostra que crianças expostas a grandes quantidades desses químicos frequentemente desenvolvem problemas de saúde como asma e obesidade. A longo prazo, a exposição aos produtos pode até levar a problemas de fertilidade.

Para entender a relação entre o fast food e esses produtos, os autores do estudo reuniram 64 amostras de alimentos, incluindo hambúrgueres, batatas fritas, nuggets de frango, burritos de frango, pizza de queijo e até luvas de manipulação de alimentos de seis restaurantes diferentes. As descobertas foram publicadas no Journal of Exposure Science and Environmental Epidemiology.

(Imagem: sonyakamoz/envato)

A equipe testou as amostras para 11 produtos químicos diferentes e descobriu que 81% dos alimentos continham ftalato di-n-butil (DnBP), enquanto 89% continham um plastificante diferente. “Descobrimos que plastificantes são comuns em alimentos preparados disponíveis nas cadeias de fast food dos EUA, o que significa que muitos consumidores estão recebendo produtos químicos potencialmente prejudiciais à saúde junto com suas refeições”, apontam os autores da pesquisa.

A equipe acredita que o contato com embalagens plásticas de alimentos, bem como luvas, pode ser a causa da contaminação por ftalato. “Regulamentos mais rígidos são necessários para ajudar a manter esses produtos químicos prejudiciais fora do fornecimento de alimentos”, defendem os pesquisadores. O estudo pode ser encontrado aqui.

Fonte: Gizmodo via Futurism

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