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Estudo descobre qual é a 1ª região do cérebro atingida pelo Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 22 de Agosto de 2022 às 21h25

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iLexx/Envato Elements
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Cientistas portugueses podem ter descoberto a primeira ou pelo menos uma das primeiras regiões do cérebro afetadas pela doença de Alzheimer. Através de exames de imagem, a equipe observou que a condição neurodegenerativa e que causa perda da memória se inicia em uma região conhecida como cíngulo posterior.

Publicado na revista científica Communications Biology, o estudo sobre a origem do Alzheimer no cérebro foi liderado por pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal. Em fases iniciais da doença, os autores descobriram que a região apresenta algumas alterações significativas, como inflamação neuronal e acumulação de proteína beta-amiloide.

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"A região identificada [no cérebro] é crítica, pois serve de pivô em processos de memória de curto e longo prazo que sabemos estarem crucialmente afetados na doença de Alzheimer", explica Miguel Castelo-Branco, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Coimbra, em comunicado.

Como foi descoberta a primeira região afetada pela doença no cérebro?

No estudo sobre a primeira região afetada pelo Alzheimer, os pesquisadores recrutaram voluntários em fases iniciais da doença e pessoas sem qualquer diagnóstico prévio para a condição, com as mesmas características sociodemográficas.

"Um total de 19 pacientes na fase leve [da doença de Alzheimer] e 19 controles, recrutados na comunidade sem evidência de comprometimento cognitivo ou outras patologias relevantes, foram incluídos neste estudo", detalham os pesquisadores.

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Em seguida, analisaram os cérebros desses indivíduos através de diferentes tecnologias, como ressonância magnética e outros tipos de exames de imagem. Também mediram como o cérebro se comportava ao realizar algumas tarefas de memória.

Descoberta pode ajudar no diagnóstico precoce do Alzheimer?

Apesar desta descoberta ainda ser inicial e precisar ser melhor estudada, os pesquisadores acreditam que ela pode ter implicações significativas no diagnóstico precoce da doença e também no desenvolvimento de tratamentos contra o avanço da do Alzheimer no futuro. Atualmente, a maioria das terapias disponíveis consiste apenas em retardar o avanço da condição.

"Estudos futuros devem abordar ainda mais o papel fisiopatológico local da neuroinflamação na modificação da atividade e do comportamento cerebral", afirmam os autores sobre o papel do cíngulo posterior na doença neurodegenerativa.

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Fonte: Communications Biology e Universidade de Coimbra