Estresse e baixa imunidade aumentam risco de paralisia facial, alertam médicos

Estresse e baixa imunidade aumentam risco de paralisia facial, alertam médicos

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Junho de 2022 às 10h56
Ospan Ali/Unsplash

A paralisia facial (também conhecida como paralisia de Bell) atinge o nervo facial periférico, mas sua causa ainda não é certa. Ainda assim, a medicina levanta olhares para diversas possibilidades. Alguns especialistas alertam, por exemplo, que o estresse e a baixa imunidade aumentam os riscos.

Segundo o Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, a paralisia pode causar alteração na forma da face e da mímica facial, além de alterar de forma marcante a comunicação e autoestima das pessoas. Conforme as explicações, essa condição pode originar de diversas causas:

  • Idiopática (ou seja, sem causa definida=, geralmente ocasionada de forma viral)
  • Traumática
  • Infecciosa
  • Neoplásica

Sintomas da paralisia facial

Na prática, o estresse, cansaço extremo, baixa imunidade e até mudanças bruscas da temperatura estão entre algumas causas da paralisia facial, considerada como uma alteração neurológica. Os principais sintomas, por sua vez, enviolvem:

  • Boca torta
  • Dificuldade para movimentar o rosto
  • Falta de expressão em uma parte da face
  • Incapacidade de fechar completamente um dos olhos
  • Incapacidade de levantar uma das sobrancelhas ou de franzir a testa
  • Aumento da sensibilidade do som em um dos ouvidos
  • Alterações do paladar

“O sintoma que mais chama atenção é a perda súbita, parcial ou total dos movimentos de um lado da face, mal que pode agravar-se durante alguns dias seguidos", disserta Testa. Segundo o especialista, o nervo facial possui dois troncos principais extra temporais, o cérvico-facial e o temporo-facial. Nem sempre todos são prejudicados.

Como tratar a paralisia facial

Conforme Testa comenta, o diagnóstico da paralisia facial é feito por meio da observação médica, sem que haja a necessidade da realização de exames complementares, na maioria das vezes. Outra observação é que a maioria dos casos de paralisia facial é transitória e existem vários tratamentos possíveis, a depender das causas.

“O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe, entretanto, uma conduta terapêutica padrão à doença", aponta o médico. Isso significa que a melhora pode depender do tipo e da extensão do dano sofrido pelo nervo facial, das condições clínicas e da idade do paciente. Em grande parte dos casos, a paralisia facial costuma regredir sem tratamento, à medida que o inchaço do nervo diminui espontaneamente.

Segundo o otorrinolaringologista, a fisioterapia e a fonoterapia são importantes para estimular a musculatura da mímica facial e da fala, bem como evitar contraturas e atrofia das fibras musculares. Em canais do YouTube, profissionais da área da saúde chegam a indicar alguns exercícios simples que podem ser feitos em casa para atenuar a condição:

O médico finaliza chamando a atenção para a importância do diagnóstico precoce. “A paralisia facial é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento são fatores cruciais no resultado de melhora ou cura.”

Fonte: Com informações de Mayo Clinic, Healthline

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