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Estresse diário aumenta o risco de morte por câncer em 14%

Por| Editado por Luciana Zaramela | 06 de Outubro de 2022 às 11h40

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djoronimo/envato
djoronimo/envato

Após acompanhar 41 mil pessoas por mais de 30 anos, cientistas norte-americanos descobriram que elevados níveis de estresse podem aumentar o risco de morte por câncer. Quando as situações estressantes são frequentes e crônicas, o risco de óbito por causa oncológica chega a ser 14% mais alto que o da população em geral.

Publicado na revista científica SSM - Population Health, o estudo mediu especificamente como o desgaste gerado pelo estresse contínuo, conhecido pelo nome de carga alostática, poderia impactar em mortes causadas pelo câncer. Embora ter um ou outro dia de estresse não provoque mudanças significativas em um indivíduo, ter uma vida estressante gera inúmeros efeitos negativos ao organismo, causados pelo excesso de cortisol.

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A pesquisa sobre o impacto do estresse na mortalidade do câncer foi realizada nos Estados Unidos pela equipe de pesquisadores da Augusta University.

Quão maior é o risco de morte por câncer em pessoas que sofrem estresse diário?

Segundo os autores do estudo, apresentar uma carga alostática elevada pode aumentar o risco de morte por câncer em 14%. No entanto, o efeito parece ser ainda mais grave em pessoas jovens, com menos de 40 anos. Nesta faixa etária, "a AL elevado aumentou o risco de morte por câncer em mais de 80%", detalham.

Para chegar a estas conclusões, os dados de saúde dos 41 mil voluntários foram ajustados por idade, fatores sociodemográficos, sexo, etnia, nível educacional e outros fatores de risco — como fumantes ou pessoas com problemas no coração.

Por que o estresse diário pode aumentar o risco de câncer?

Aqui, é importante destacar que o estresse diário, quando é prolongado por muito tempo, provoca modificações no indivíduo. Em especial, elas são causadas pelo excesso de cortisol no corpo, que não baixa.

“Como resposta a estressores externos, seu corpo libera um hormônio do estresse chamado cortisol e, uma vez que o estresse acaba, esses níveis devem voltar para baixo”, explica o médico Justin Xavier Moore, um dos autores do estudo, em comunicado. No entanto, se o estresse é constante, esta taxa não vai baixar e "isso pode provocar o desgaste biológico no corpo”, acrescenta.

Por exemplo, o excesso de cortisol altera a resposta do organismo às infecções, já que as células do sistema imunológico estão com as suas funções diminuídas nestas circunstâncias. Além disso, o estresse acelera o envelhecimento do sistema imune. Estes são possíveis fatores que explicam o porquê de casos de câncer em pacientes estressados podem ser mais graves.

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Apesar da hipótese, "estudos futuros devem delinear a associação entre AL [carga alostática] e mortalidade específica para cada tipo de câncer para entender melhor os mecanismos causais entre estresse cumulativo e câncer", completam os autores do estudo.

Fonte: SSM - Population Health e Augusta University