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Estas são todas as variantes do coronavírus que a OMS acompanha de perto

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Junho de 2021 às 09h25

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IciakPhotos/Envato
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No combate à pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, países se esforçam para conter a transmissão e o número de novos casos da doença. Para isso, uma importante estratégia é a vacinação em massa. De forma paralela, é preciso acompanhar o comportamento do vírus da COVID-19 e eventuais mutações, através da vigilância epidemiológica. No cenário global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta para as variantes mais preocupantes.

Em uma pandemia, acompanhar as principais variantes do coronavírus é importante, já que permite avaliar, em tempo real, a eficácia das vacinas adotadas. Também possibilita que pesquisadores e profissionais da saúde compreendam possíveis mudanças no perfil da doença. Por exemplo, na Índia, inúmeros médicos relataram novas complicações da COVID-19, como perda auditiva, distúrbios gástricos graves e coágulos sanguíneos que podem levar à gangrena. A causa pode ser o comportamento da variante Delta (B.1.671.2), localizada pela primeira vez no país asiático, no organismo.

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No acompanhamento das variantes, a OMS faz duas distinções: as variantes de preocupação (VOCs); e as variantes de interesse (VOIs). No caso da Delta, ela é entendida como uma VOC.

Diferença entre VOCs e VOIs

Para a OMS considerar uma variante como VOC, ela precisa apresentar algum risco para a saúde pública global e se enquadrar em pelo menos uma das seguintes questões: aumento da transmissibilidade; aumento da virulência ou mudança na apresentação clínica da doença; e/ou diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública adotadas, como vacinas e terapias.

Até o momento, quatro variantes se enquadram na definição da OMS. A seguir, confira a tabela com todas as VOCs:

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Agora, uma nova VOI é definida, principalmente, pelo seu genoma, caso carregue mutações já conhecidas ou suspeitas de "melhorarem" o coronavírus. Nesse sentido, uma variante será enquadrada na definição se forem relatados múltiplos casos dela em uma região ou em vários países, já que isso implica em uma maior transmissibilidade. Por ser uma definição mais abrangente, um número maior das VOIs é acompanhado pela OMS. No total, são sete, como é possível observar:

Vale entender que essas listas estão em constante atualização, já que são compostas a partir do que se observa de novos comportamentos do coronavírus. Além disso, é possível que variantes entrem nessas classificações, mas também saiam, já que podem perder espaço para outras emergentes. Este é o caso do coronavírus original, identificado em Wuhan, na China, que foi superado, na maioria dos locais, por novas variantes. No caso do Brasil, a predominante é a Gamma (P.1), mesmo que exista também a Zeta (P.2), por exemplo.

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Por que o alfabeto grego?

Na maior parte da pandemia, as variantes foram chamadas por uma combinação alfanumérica, como a B.1.617.1 (Kappa), ou foram nomeadas a partir do seu local de origem. No entanto, a OMS apelidou as variantes com letras do alfabeto grego, em caráter informal. Esses apelidos não devem se tornar os nomes oficiais, mas foram criados para facilitar a comunicação e evitar casos de xenofobia. Quando as 24 letras do alfabeto grego acabarem, outra série como essa será anunciada.

“Não estamos dizendo para substituir B.1.1.7 [termo oficial para designar a variante identificada pela primeira vez no Reino Unido], mas apenas para tentar ajudar um pouco no diálogo com a pessoa média”, explicou a epidemiologista da OMS, Maria Van Kerkhove, na época. Esta foi uma estratégia para facilitar a comunicação e simplificar a transmissão de informações importantes para o público.

Fonte: OMS