Estado de SP antecipa reabertura de eventos, cinemas, teatros e academias

Por Claudio Yuge | 03 de Julho de 2020 às 20h40
Governo de São Paulo

Embora ainda estejamos em um momento bastante delicado da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), há uma grande pressão pela reabertura de todos os setores que deixam de atender com as limitações impostas pelo governo para conter a contaminação. Nesta sexta-feira (3), o governo do estado de São Paulo determinou que teatros, cinemas, salas de espetáculos, academias e eventos culturais poderão funcionar, com restrições, em regiões sinalizadas com a fase amarela do plano gradual de flexibilização da quarentena.

Serão permitidos apenas atrações com público sentado e a previsão é de que a liberação aconteça na capital paulista no dia 27 de julho, na projeção de período de estabilidade de quatro semanas na fase amarela. Ou seja, o funcionamento não está liberado a partir da próxima segunda-feira, e sim durante esse período, considerado pelo governo como mais estável.

Os cinemas, teatros e similares terão que apresentar um protocolo de como funcionará as atividades e o documento precisa ser aprovado pela vigilância sanitária. As exigências mínimas do governo estadual são para essas frentes são:

  • Ocupação máxima deve ser de 40%;
  • Público deverá permanecer sentado;
  • Uso de máscara obrigatório;
  • Venda de ingressos exclusivamente online;
  • Assentos devem ser marcados respeitando o distanciamento social;
  • Alimentos e bebidas não poderão ser consumidos nos estabelecimentos;
  • Adoção de protocolos específicos;
  • Eventos deverão controlar o acesso e o número de pessoas, observando a lotação máxima;
  • Funcionamento de até seis horas por dia.
Divulgação/Governo de São Paulo

Na fase verde, as atividades culturais, incluindo os cinemas, teatros e eventos com público em pé, como museus, galerias de arte, centros culturais, feiras, congressos e convenções, terão que cumprir o seguinte:

  • Ocupação máxima de 60% da capacidade;
  • Uso obrigatório de máscara;
  • Marcações dispostas para delimitar a distância mínima de 1,5 metro;
  • Adoção de protocolos geral e específicos para o setor;
  • Venda exclusivamente online;
  • Número e acesso de pessoas deve ser controlado.
Divulgação/Governo de São Paulo

As academias só poderão abrir por completo na fase verde, posterior ao período da amarela. Até lá, as regras são:

  • Respeitar a capacidade máxima de 30%;
  • Uso obrigatório de máscara;
  • Agendamento prévio de clientes;
  • Funcionamento reduzido de seis horas diárias;
  • Apenas aulas individuais são permitidas;
  • Protocolos específicos para o setor ainda terão que ser aprovados;
  • Utilização de chuveiros de vestiários está suspensa, sendo permitido apenas banheiros abertos;
  • Equipamentos devem ser limpos ao menos três vezes ao dia.
Divulgação/Governo de São Paulo

Os bares e restaurantes receberam uma atualização de funcionamento e só poderão funcionar de dia na fase amarela:

  • Ocupação máxima de 40%;
  • Funcionamento máximo por seis horas, até as 17 horas;
  • Operações devem ser limitadas a ambientes ao ar livre ou arejados, com obrigatoriedade de assentos;
  • Uso obrigatório de máscara;
  • Adoção de protocolos específicos.
Divulgação/Governo de São Paulo

Já os salões de beleza, terão que cumprir:

  • Ocupação máxima de 40% da capacidade;
  • Funcionamento máximo por seis horas diárias;
  • Uso obrigatório de máscaras em todos os ambientes;
  • Adoção de protocolos geral e específicos para o setor.
Divulgação/Governo de São Paulo

O comércio de rua e os shoppings poderão funcionar seis horas por dia, duas horas a mais do que atualmente. Escritórios, concessionárias e imobiliárias, liberados na fase laranja, poderão estender o horário para 6 horas diárias. Vale lembrar que isso estará valendo apenas para as regiões rotuladas com a faixa amarela pelo próprio governo estadual, que fará o anúncio oficial sobre essas medidas neste sábado (4).

Critérios e regiões

Os cinco critérios da classificação das Divisões Regionais de Saúde envolvem ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs); total de leitos por 100 mil habitantes; e variação de novas internações, casos confirmados e novos óbitos, em comparação com a semana anterior. A fase vermelha indica alerta máximo, enquanto a laranja é de controle, a amarela de flexibilização e, a verde de abertura parcial e a azul de normalidade.

Caption

Nesta sexta-feira (3) a cidade de São Paulo e 14 municípios da Grande São Paulo se mantiveram na fase amarela. Já a região de Campinas caiu para a vermelha.

Fonte: G1  

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