SAIU O RESULTADO DO SORTEIO DO PRÊMIO CANALTECH!CONFERIR
Publicidade

Esquentar comida no micro-ondas faz mal à saúde?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 06 de Outubro de 2023 às 15h24

Link copiado!

Freepik
Freepik

Esquentar a comida no forno micro-ondas é uma estratégia bastante prática para quem está com pressa e precisa requentar ou descongelar algo que já estava pronto. A boa notícia é que usar o micro-ondas é completamente seguro para a saúde, desde que o alimento esteja em um recipiente adequado, preferencialmente de vidro.

"Quando usados ​​de acordo com as instruções do fabricante, os fornos micro-ondas são seguros e convenientes para aquecer e cozinhar uma variedade de alimentos”, reforça a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O único problema é que, como qualquer método de cozimento, alguns nutrientes e a qualidade nutricional. No entanto, “os alimentos cozidos no micro-ondas são tão seguros e têm o mesmo valor nutricional que os alimentos preparados num forno convencional”, acrescenta a OMS.

Continua após a publicidade

Radiação do micro-ondas

Embora os fornos micro-ondas já tenham sido alvos de bastante desinformação por usarem um tipo de radiação no aquecimento, há anos, a ciência já sabe que são seguros. "As micro-ondas [eletromagnéticas] são radiações não ionizantes, portanto não apresentam os mesmos riscos que os raios-X ou outros tipos de radiação ionizante [que causam câncer]”, afirma a agência Food and Drug Administration (FDA).

Para entender o mecanismo que aquece a comida, vale dizer que o equipamento libera essas micro-ondas de forma praticamente igualitária — por isso, o prato do forno fica girando. Esta energia atinge especialmente as moléculas bipolares, como as da água, presentes no alimento. Com isso, elas entram em movimento, e o atrito é que entre as moléculas é que resulta no aquecimento.

Continua após a publicidade

De forma geral, "a energia das microondas não vazará de um microondas em boas condições”, complementa a FDA sobre a segurança do eletrodoméstico queridinho de muitas casas brasileiras. Se um vazamento ocorrer, o maior risco é de aquecimento, podendo ser prejudicial, sim, para os tecidos humanos próximos.

Plástico pode ser um problema

Após entendermos que o mecanismo do micro-ondas é seguro para o preparo de alimentos, vale dizer que o maior risco está nos recipientes e embalagens usados. Isso porque, quando expostos ao calor, alguns aditivos plásticos podem ser liberados e contaminar os alimentos, como o bisfenol A (BPA) e os ftalatos (EFs) — são potenciais cancerígenos.

“Alguns plásticos não são projetados para micro-ondas, porque possuem polímeros em seu interior para torná-los macios e flexíveis, que derretem em temperaturas mais baixas e podem vazar durante o processo”, explica Juming Tang, professor de engenharia de alimentos na Washington State University, nos EUA, para a BBC.

Continua após a publicidade

Inclusive, um artigo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives analisou cerca de 400 recipientes plásticos para armazenar comida e descobriu que a maioria liberava produtos químicos nocivos à saúde.

Como já citados, os ftalatos são liberados em maior quantidade quando aquecidos. Dentro do corpo humano, são conhecidos como disruptores endócrinos, ou seja, substâncias capazes de interferir no sistema endócrino (hormonal). Por exemplo, podem afetar negativamente as atividades da tireoide, dependendo da quantidade. Cabe destacar que eles podem ser encontrados também em shampoos e mesmo em alguns alimentos ultraprocessados.

Além dos aditivos potencialmente liberados, a OMS lembra que “certos materiais, como plásticos não adequados para fornos de micro-ondas, podem derreter ou pegar fogo se superaquecidos”.

Continua após a publicidade

Como usar micro-ondas sem riscos à saúde

Para minimizar os riscos do forno micro-ondas, o melhor conselho é, se possível, aquecer apenas alimentos guardados em materiais de cerâmica ou vidro. Agora, quem opta por usar recipientes de plástico deve buscar os que têm rótulos de segurança, como “livre de BPA” ou “sem ftalatos”, o que reduzirá o nível de contaminação.

Fonte: OMS, FDA, Environmental Health Perspectives e BBC