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Especialista dá conselhos para a saúde de mães de primeira viagem

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Maio de 2024 às 12h30

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Anastasiya Gepp/Pexels
Anastasiya Gepp/Pexels

Neste domingo (12), celebramos o Dia das Mães, uma ocasião perfeita para refletir sobre os impactos que a maternidade causa na saúde física e mental. Afinal: como equilibrar tantas demandas diferentes simultaneamente e ainda ter tempo para cuidar de si mesma?

Como você já deve imaginar, as mudanças começam já na gestação. Além de todas as alterações que já sabemos, estudos mostram que as consequências vão muito além: a gravidez pode mudar a química do cérebro e a autopercepção.

De acordo com Ricardo Bruno — mestre e doutor em Medicina, chefe do serviço de reprodução humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ e diretor médico da Exeltis Brasil, empresa farmacêutica 100% focada na saúde da mulher — a maternidade tem implicações no senso de identidade e autoestima.

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"A situação da culpa materna acaba vindo com a maternidade. Há a necessidade de ser uma mãe perfeita, a sociedade cobra essa mãe perfeita. Mas não existe a maternidade perfeita. Existe relacionamento mãe e filho, educação, criação, desenvolvimento", observa o médico.

Na perspectiva do profissional da saúde, o importante nesse sentido é ter o entendimento de que a mãe está fazendo o que consegue fazer pelo filho, que pode nem sempre ser o mais ideal.

Também é importante ter o apoio psicológico da família, para que ela sinta que está indo no caminho certo.

Além disso, a mãe precisa contar como uma rede de apoio, que deve vir tanto da família quanto do trabalho. "O apoio emocional é fundamental para que essa mulher não sofra mais com a culpa de estar longe de seu filho", explica o médico.

Saúde na maternidade

Uma das mudanças que a maternidade causa para a saúde é a bagunça nos hábitos alimentares e no sono, o que compromete o ritmo circadiano (relógio biológico), principalmente porque a criança não tem horário certo para dormir, tem um padrão de sono fracionado nos primeiros meses, acorda com fome e mama em um curto intervalo de tempo (inicialmente, a cada duas horas; depois, a cada três horas).

"É importante que a mãe tenha alguns momentos de descanso e é aí que entram as pessoas que estão nesse apoio", observa o especialista.

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O "conserto" do relógio biológico envolve fazer o possível para dormir nos momentos livres, mesmo sem horários definidos. "A melhora do sono vai trazer um relógio biológico mais adequado. No começo é um pouco difícil, mas, com o tempo, isso vai acontecendo", comenta.

Puerpério

No puerpério, os hormônios ficam muito desregulados, principalmente o estrogênio, que passa por uma queda devido ao excesso de prolactina (o hormônio da produção do leite).

"Quando está muito elevado, inibe a produção do estrogênio, e a falta do estrogênio deixa a mulher com ressecamento vaginal e em uma pseudo menopausa", revela Ricardo Bruno.

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É uma fase que envolve muita transição na cabeça da mulher, e pode acarretar falta de desejo sexual, além da reestruturação do corpo, por toda a mudança dos órgãos, que agora estão voltando ao normal. 

Segundo o médico, a produção de estrogênio só volta gradualmente quando a amamentação diminui.

Exaustão

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As dicas do médico para as mães que estão exaustas envolvem priorizar uma boa alimentação que reponha as necessidades, além do exercício físico. A ciência já comprovou que a prática regular de exercícios melhora o sono. O ideal é poder contar, mais uma vez, com a rede de apoio para que a mãe disponha de tempo para cuidar de si mesma sem se sentir culpada.

Portanto, neste Dia das Mães, fica a reflexão: muito mais importante que um presente é oferecer apoio (de verdade) e compreensão.