É possível morrer de medo? Literalmente?

É possível morrer de medo? Literalmente?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 03 de Novembro de 2021 às 08h30
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Expressões como "quase morri de susto" ou "estou morrendo de medo" são comuns no nosso vocabulário. Mas você já parou para pensar se essa é uma possibilidade mesmo? Afinal... dá para morrer de medo? Especialistas afirmam que sim, mas há algumas coisas a se ponderar.

De acordo com Dr. Martin Samuels, neurologista e diretor do programa de Neurociência Interdisciplinar do Brigham and Women’s Hospital (EUA), há evidências de que uma pessoa pode morrer de medo sob circunstâncias muito específicas. Sob o ponto de vista do especialista, existem basicamente duas maneiras de morrer de medo.

Se a pessoa tiver problemas cardíacos, hipertensão ou for fumante, as chances de morrer de um choque repentino, de um ataque cardíaco ou de um derrame aumentam. Nesse caso, segundo o especialista, a causa da morte é uma grande onda de adrenalina do cérebro. O coração bate mais rápido, as pupilas se dilatam e o sangue flui para os músculos, tudo em uma tentativa de escapar do perigo.

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(Imagem: mart production/pexels)

Um influxo repentino de adrenalina no coração pode causar uma condição perigosa chamada fibrilação ventricular, em que o coração estremece em vez de bater corretamente e o sangue não é bombeado pelo corpo. Isso pode ser fatal por si só, mas é especialmente perigoso quando combinado com outro efeito do aumento do hormônio: a liberação de cálcio no coração, o que faz com que o músculo cardíaco se contraia fortemente, sem conseguir relaxar, levando à inconsciência.

A segunda maneira de morrer de medo envolve uma condição chamada cardiomiopatia de Takotsubo, em que um choque repentino causa insuficiência cardíaca. Sob adrenalina, o coração para de bombear corretamente. A cardiomiopatia de Takotsubo é rara, mas pode atingir qualquer pessoa, e os pesquisadores estudam até hoje para compreender totalmente essa causa de morte. A conclusão é que morrer de medo pode ser raro, mas está longe de ser apenas uma expressão.

Fonte: IFL Science

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