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É possível borrar a visão voluntariamente, mas nem todos conseguem

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Dezembro de 2023 às 13h00

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Mary/StockSnap/Domínio Público
Mary/StockSnap/Domínio Público

Você já tentou borrar sua própria visão de propósito, seja para não ver algo ou apenas pela mera possibilidade? Se você conseguiu, saiba que faz parte de uma porcentagem única da humanidade — nem todo mundo consegue ter esse controle sobre os olhos. O que permite essa habilidade a alguns humanos é o relaxamento do músculo ciliar.

Os músculos ciliares são responsáveis por mudar o formato das lentes oculares, ajudando os olhos a focar melhor. Quando relaxam, eles puxam fibras do órgão, deixando as lentes chatas e esticadas. Na sua contração, a tensão é liberada, deixando as lentes mais grossas e arredondadas.

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A capacidade de focar é maior quando as lentes estão mais esféricas do que achatadas porque elas ficam mais capazes de curvar e refratar a luz, focando-a na retina. A contração do músculo ciliar, então, torna a visão mais nítida, e, quando o mesmo está relaxado, a visão fica borrada ou desfocada.

Borrar a visão de propósito faz mal

Apesar de ser uma ferramenta involuntária do corpo, o relaxamento proposital do músculo ciliar é uma habilidade disponível para alguns humanos. O médico Karan Raj viralizou com um vídeo nas redes sociais onde comenta o caso e cita algumas informações importantes, inclusive o fato de que exagerar no desfoque voluntário pode fazer mal para os olhos. Confira, abaixo, a explicação do profissional (em inglês):

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Segundo Raj, desfocar demais os olhos pode causar distensão e fadiga visual. Trocar vezes demais entre o foco e o desfoque sobrecarrega o músculo ciliar de estímulos, bem como o mecanismo de foco do olho como um todo. A visão binocular pode acabar afetada com esse exagero, perdendo a coordenação entre os olhos e seu alinhamento.

O controle ciliar não está sozinho nas características visuais únicas a alguns humanos, a propósito. Cerca de 76% de todas as pessoas sem deficiências visuais experimenta moscas volantes, um tipo de estrutura que flutua nos olhos e parece entrar no campo de visão vez ou outra, sendo restos de tecido, hemoglobinas ou aglomerados de proteína se movendo pelo humor vítreo, substância gelatinosa que fica entre o cristalino e a retina.

Fonte: Com informações de IFLScience