Dormir mais cedo ajuda a manter o coração mais saudável, segundo estudo

Dormir mais cedo ajuda a manter o coração mais saudável, segundo estudo

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Novembro de 2021 às 15h30
Claudia Mañas/Unsplash

Na última terça-feira (9), um estudo publicado no European Heart Journal apontou que o hábito de ir se deitar entre 22h e 23h está relacionado a um risco menor de doenças cardíacas. Enquanto isso, as pessoas que adormecem às 00h ou mais tarde possuem um risco 25% maior de doenças cardiovasculares.

O risco apresentado na pesquisa foi 12% maior para aqueles que dormem entre 23h e 00h, em comparação com quem dorme entre 22h e 23h. Curiosamente, aqueles que dormem antes das 22h também apresentaram um risco mais elevado, de 24%, ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Para determinar isso, o estudo analisou dados sobre os hábitos noturnos de 88 mil pessoas do Reino Unido, coletados por meio de um acelerômetro usado no pulso. Os participantes também preencheram um questionário sobre seus dados demográficos, estilo de vida, saúde geral e avaliações físicas.

(Imagem: Zohre Nemati/Unsplash)

Os integrantes do estudo foram acompanhados anos depois para um novo diagnóstico de doenças cardiovasculares. Depois de levar em consideração outros fatores, como tabagismo, índice de massa corporal e nível socioeconômico, a equipe analisou como os hábitos estavam relacionados ao risco dessas doenças. Um ponto interessante do estudo mostra que os homens parecem ser menos susceptíveis a desenvolver doenças cardiovasculares ligadas ao sono que as mulheres. Apesar de ainda não ter uma razão comprovada por trás disso, os cientistas suspeitam que tenha a ver com hormônios.

Apesar de o estudo não compreender a real causa por trás da relação entre sono e coração, pesquisas anteriores já vinham destacando a ligação entre a saúde cardíaca e a qualidade do sono. O palpite é que o sono tenha influência em processos biológicos como o metabolismo da glicose, regulação hormonal, pressão sanguínea e inflamações. De qualquer forma, a pesquisa completa pode ser acessada aqui.

Fonte: IFL Science

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