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Dificuldade em processar linguagem pode indicar Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 01 de Março de 2024 às 14h26

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Vecstock/Freepik
Vecstock/Freepik

A dificuldade em processar a linguagem pode ser um indicador de Alzheimer, conforme sugere um novo estudo conduzido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e publicado no periódico Journal of Neurolinguistics. Os pesquisadores interpretam essa condição como um possível “biomarcador cognitivo” adicional para ajudar na detecção precoce da doença.

O artigo menciona que as pessoas com declínio cognitivo ainda conseguem entender a estrutura e o significado de uma frase, mas passam a ter dificuldade na compreensão de frases ambíguas e de determinados pronomes.

Para conduzir o estudo, os pesquisadores analisaram 61 pacientes e compararam o desempenho cognitivo com o de indivíduos cognitivamente saudáveis.

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O estudo se concentrou em entender como os envolvidos interpretavam aspectos como o uso de “seu” na frase, que pode remeter a dois sentidos diferentes. Os pacientes com declínio cognitivo tiveram um desempenho pior do que o grupo controle ao compreender essa ambiguidade.

Em comunicado divulgado pelo MIT, os pesquisadores explicam que isso não significa que os pacientes propensos a desenvolver Alzheimer tenham perdido a capacidade de juntar frases complexas, mas sim mostram um déficit sutil quando a mente precisa desvendar o sentido de um discurso ambíguo.

Indicador de Alzheimer

Os autores veem a descoberta como um meio de melhorar a compreensão que os especialistas têm da deterioração que ocorre nas fases iniciais do Alzheimer.

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"Os déficits vão além da perda de memória. Embora os participantes que estudamos tenham problemas de memória, as suas dificuldades não explicam os nossos resultados de linguagem", anuncia o time.

 “Quanto mais precisos pudermos ser sobre o locus neuronal de deterioração, isso fará uma grande diferença em termos de desenvolvimento do tratamento”, acrescentam.

Alzheimer e linguagem

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A informação pode ser um meio de reforçar ideias de um outro estudo, publicado na revista científica Frontiers in Human Neuroscience, que diz que falar duas línguas pode prevenir Alzheimer — implicando, então, que exista uma ligação entre a linguagem e a doença neurodegenerativa.

O objetivo desse novo estudo do MIT é potencialmente direcionar os estudos da neurociência para regiões do cérebro que processam a linguagem, ao investigar o Alzheimer. Os pesquisadores querem "aumentar a dimensão dos estudos como parte de um esforço para continuar a definir como é que as doenças progridem e como a linguagem pode ser um preditor disso.

Fonte: Journal of Neurolinguistics, MIT News