Dia Mundial do Combate ao Câncer de Pulmão: entenda causas e sintomas da doença

Dia Mundial do Combate ao Câncer de Pulmão: entenda causas e sintomas da doença

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 01 de Agosto de 2021 às 15h00
Robina Weermeijer/Unsplash

Você sabia que 1º de agosto é o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Pulmão? A doença representa 25% de todas as mortes por câncer no mundo, e além disso, a projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de que 30.200 novos casos de câncer de pulmão, traqueia e brônquios sejam diagnosticados de 2020 a 2022. Com isso em mente, as especialistas em oncologia Micheline Pires e Gláucia Flores (psicóloga), da clínica digital Ana Saúde, trazem à tona algumas informações sobre a doença.

No que diz respeito aos sintomas mais comuns, as especialistas destacam tosse persistente, escarro com sangue, dor no peito, rouquidão, piora da falta de ar, perda de peso e de apetite, pneumonia recorrente ou bronquite, cansaço ou fraqueza. Nos fumantes, há ainda a alteração do ritmo habitual da tosse, com direito a crises em horários incomuns.

Por sua vez, segundo as especialistas, as opções de tratamento para o câncer de pulmão são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia direcionada, imunoterapia, eles podem ser realizados isolados ou concomitantes. Os principais efeitos colaterais do tratamento envolvem fadiga, falta de ar, reações cutâneas, dificuldade para engolir, boca seca e feridas na boca, perda de apetite, náuseas, vômitos, diarreia e prisão de ventre, dor, formigamento, queimação, fraqueza ou dormência nas mãos e nos pés.

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(Imagem: DragonImages/Envato)

Impactos do câncer de pulmão na saúde mental

De acordo com Pires e Flores, o câncer de pulmão, por sua vez, traz consigo algumas reações emocionais específicas, como alguns questionamentos: “por que comigo, se nunca fumei?”. Para os fumantes, um intenso sentimento de culpa pode trazer muito sofrimento emocional. Além disso, para aqueles que fumam, lidar com a abstinência e a imposição feita de que parem de fumar é algo também muito difícil e delicado de enfrentar.

Esses pacientes precisam de um acompanhamento multiprofissional para uma melhor adesão ao tratamento e a minimização das questões psíquicas e emocionais decorrentes do câncer de pulmão. Quando o paciente tem consciência da gravidade da doença, os sentimentos de angústia, medo e insegurança se intensificam, aumentando também o nível de estresse.

A principal orientação é expressar e compartilhar as emoções e sentimentos, cuidar de si próprio, fazer alguma atividade física e também buscar alguma outra atividade que proporcione prazer e bem-estar, e lembrar que há vida além da doença e tratamento — e que é possível viver e realizar muitas das suas atividades cotidianas apesar de estar passando por um tratamento oncológico.

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