Crianças transmitem menos a COVID-19 a adultos do que o contrário, diz estudo

Crianças transmitem menos a COVID-19 a adultos do que o contrário, diz estudo

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Maio de 2021 às 20h30
Freepik

Uma das maiores dúvidas que ainda temos sobre a COVID-19 é em relação à transmissão da doença de crianças para adultos, o que foi investigado em um estudo recente e que nos trouxe algumas respostas. A pesquisa foi coordenada por Patrícia Brasil, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, e conta com cientistas brasileiros e internacionais.

De acordo com o estudo, crianças têm uma probabilidade maior de serem infectadas pela COVID-19 por adultos do que o contrário. Sendo assim, as chances de uma criança passar o coronavírus para o adulto são baixas. O estudo foi realizado na comunidade de Manguinhos, no Rio de Janeiro, entre os meses de maio e setembro do ano passado, mostrando que todas as crianças que foram diagnosticadas com a doença tiveram contato com adultos ou adolescentes sintomáticos.

Imagem: Reprodução/Manuel Darío Fuentes Hernández/Pixabay

Participaram do estudo 323 crianças de zero a 13 anos, 54 adolescentes de 14 a 19 anos, e 290 adultos. Foi feito o acompanhamento das crianças que foram atendidas no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), e ao todo 45 crianças testaram positivo para o coronavírus, representando 13,9% do total. Os testes para verificar a doença foram o de PCR, que detecta o vírus, e o sorológico, que busca anticorpos, e o procedimento foi realizado nas próprias casas dos participantes.

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Brasil reforça que o estudo foi realizado em um momento diferente da pandemia, quando nenhuma variante mais transmissível havia sido detectada ainda, e quando o distanciamento social era mais obedecido do que o momento atual. Enquanto uma vacina contra a COVID-19 não começar a ser aplicadar em crianças, e após resultados positivos em testes clínicos, é preciso continuar com as medidas de prevenção da doença.

Fonte: O Globo

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