Covid: OMS recomenda remédio da Pfizer para casos leves com risco de internação

Covid: OMS recomenda remédio da Pfizer para casos leves com risco de internação

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 22 de Abril de 2022 às 11h01
Twenty20photos/Envato Elements

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, na quinta-feira (21), que recomenda o remédio Paxlovid, produzido pela farmacêutica norte-americana Pfizer, para o tratamento contra a covid-19. Composto pelos nirmatrelvir e ritonavir, o antiviral é indicado para casos leves e moderados da doença, mas que apresentem risco de complicação, como pessoas com comorbidades.

No Brasil, o remédio da Pfizer já foi aprovado para uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medicação está liberada apenas para pessoas com mais de 18 e, no momento, o uso não é recomendado para mulheres grávidas.

OMS recomenda remédio da Pfizer contra a covid-19 para casos com risco de internação (Imagem: Reprodução/Rimidolove/Envato)

"Recomendação forte" para remédio da Pfizer

Segundo a OMS, o remédio da Pfizer é "fortemente recomendado para pacientes com a covid-19 não grave, mas que correm maior risco de desenvolver a forma grave da doença e hospitalização, como pacientes não vacinados, idosos ou imunossuprimidos".

Apesar dos benefícios para pacientes que correm potencial risco, o uso da medicação não deve ser generalizado. A OMS não recomenda o uso em pacientes de menor risco, porque "os benefícios [observados nos estudos] foram considerados insignificantes".

A nova recomendação se baseou nos resultados de dois ensaios clínicos randomizados, envolvendo mais de três mil pacientes. "Os dados mostram que o risco de hospitalização é reduzido em 85% após esse tratamento. Em um grupo de alto risco (mais de 10% de risco de hospitalização), isso significa 84 hospitalizações a menos por 1.000 pacientes", detalha a OMS.

Risco do acesso desigual

Em paralelo a essa orientação, a OMS destacou preocupação com o fato do remédio da Pfizer não estar amplamente disponível para os países mais pobres do globo. É o que ocorreu com as vacinas contra a covid-19, em que os países de baixa e média renda foram "empurrados para o final da fila".

Outro obstáculo para os países de baixa e média renda é que o antiviral Paxlovid só pode ser administrado enquanto a doença estiver em seus estágios iniciais. Por causa disso, a terapia só irá funcionar em locais onde testes rápidos e precisos estão disponíveis. Em muitas regiões, o resultado de um exame da covid-19 pode levar dias.

Como funciona o Paxlovid?

Vale explicar que o medicamento da Pfizer combina nirmatrelvir — que bloqueia a replicação do vírus — e ritonavir — cuja função é aumentar a duração do efeito. Para ser mais preciso, a fórmula foi "projetada para bloquear a atividade da protease 3CL do SARS-CoV-2, uma enzima de que o coronavírus precisa para replicar", segundo a empresa.

O antiviral Paxlovid é composto por dois comprimidos embalados juntos e pode ser tomado em casa, sem a necessidade de suporte hospitalar. Pela facilidade de uso, é esperado que a popularização do medicamento seja um marco no combate à pandemia da covid-19, evitando novos casos graves da infecção.

Fonte: OMS  

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