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Covid longa pode ser mortal, aponta relatório do governo dos EUA

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Dezembro de 2022 às 13h13

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AnnaStills/Envato
AnnaStills/Envato

Não é segredo que a ciência e os médicos ainda estão aprendendo sobre a covid-19 e quais são os desdobramentos da infecção do coronavírus SARS-CoV-2 nas pessoas. Neste ponto, o mais recente relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, trouxe um novo fato: a covid longa pode ser mortal. Hoje, a maioria das vítimas fatais é composta por homens, brancos e indivíduos com mais de 75 anos.

Anteriormente, dados do CDC já revelaram o impacto da covid longa em pessoas de 30 a 49 anos e como as sequelas da covid-19 têm impactado a economia norte-americana. Afinal, estes indivíduos estão no auge da idade produtiva. Só que, até o momento, eles não têm grande risco de morrer em decorrência de sequelas da infecção.

Desde o começo da pandemia até junho de 2022, o CDC identificou 3.544 mortes explicitamente associadas com a covid longa. Isso equivale a 0,3% dos mais de 1,02 milhão de óbitos associados diretamente à covid-19 no mesmo período. De fato, as estatísticas são bastante baixas, mas podem estar subnotificadas, segundo especialista.

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Quem morre de covid longa?

A letalidade da covid longa se difere da relacionada com a covid-19, segundo o relatório do governo dos EUA. Por exemplo, a infecção direta do coronavírus provocou mais mortes em homens (56%) do que em mulheres (44%). Quando se observa a mortalidade dos indivíduos com as sequelas, os homens (51,5%) e as mulheres (48,5%) estão mais próximos.

Além disso, o relatório do CDC aponta que a maior porcentagem de mortes por covid-19 ocorreu entre pessoas de 65 a 74 anos (23,8%) e 75 a 84 anos (23,5%), seguidas por indivíduos de 50 a 64 anos (22,6%). No entanto, as pessoas de 75 a 84 anos representaram a maior porcentagem de mortes por covid longa no recorte por idade (28,8%), seguidas por indivíduos com 85 anos ou mais (28,1%) e 65 a 74 anos (21,5%).

Ainda observando os perfis de quem morreu em decorrência da covid longa, as principais vítimas eram pessoas brancas (78,5%). Neste caso a proporção se inverta quando se analisa os dados da covid-19, onde negros e hispânicos concentram as etnias que mais morreram como consequência da doença nos EUA.

Mortes por covid longa podem estar subnotificadas

No relatório, foram contabilizadas apenas mortes explicitamente relacionadas com a covid-19. "O termo mais citado nas certidões de óbito com covid longa foi 'pós-covid', que foi mencionado em 89,6% das mortes", detalha o documento.

Dessa forma, não foram considerados problemas que podem ser desencadeados pelas sequelas da infecção, como casos de infarto do miocárdio ou AVC (derrame cerebral). Ambas as condições e inúmeras outras são entendidas como desdobramentos da covid-19.

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Por causa dessas limitações, David Putrino, pesquisador e diretor de inovação do Mount Sinai Health System, explica que o levantamento deve ser encarado como o início das pesquisas que acompanham a letalidade associada à covid longa.

Além disso, o pesquisar lembra que a covid longa está relacionada com suicídios, mas dificilmente isso vai aparecer em um atestado de óbito. “Atualmente, sabemos que pensamentos suicidas, atos suicidas, ideação suicida e suicídios consumados estão ocorrendo em todo o país com pessoas que antes eram saudáveis e tiveram uma infecção aguda menos grave da covid-19, mas depois desenvolveram sequelas pós-agudas muito graves”, detalha Putrino para a CNN.

Fonte: CDC e CNN