COVID-19 | Vacinação em SP começa em janeiro, segundo diretor do Butantan

Por Nathan Vieira | 12 de Agosto de 2020 às 15h15
Reprodução: Freepik

Com a pandemia, inúmeras empresas estão dedicadas ao desenvolvimento de uma vacina que possa ajudar na luta contra a COVID-19. Nesta quarta-feira (12), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou que o estado de São Paulo pode iniciar a vacinação em janeiro de 2021.

Acontece que, em meio a essa corrida pela vacina, o Instituto Butantan fez acordo com a farmacêutica chinesa Sinovac para testar e produzir o imunizante. Os ensaios clínicos envolvem 9 mil voluntários em 12 centros de pesquisa, e os testes da vacina também estão sendo feitos em Campinas, pelo Hospital de Clinicas da Unicamp. 500 voluntários recebem a vacina até o fim do mês.

Durante a entrevista, o diretor do Instituto Butantan afirmou que o estudo chinês é atualmente o mais avançado do mundo, e que a vacina depende de resultados positivos de eficácia e segurança para obter registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Já em relação à China, a vacina já está sendo produzida e aguarda autorização de uso emergencial.

Vacinação em SP começa em janeiro, segundo diretor do Butantan (Imagem: Reprodução/Unsplash)

Excesso de otimismo?

Frente a essa previsão de vacinação em janeiro, Dimas Tadeu Covas foi questionado sobre excesso de otimismo, considerando que os ensaios clínicos ainda estão em andamento, e respondeu que a vacina da chinesa Sinovac já está em processo de produção e chegou muito rapidamente nessa fase porque eles já tinham iniciado o seu desenvolvimento lá atrás, quando teve a epidemia de SARS (síndrome respiratória aguda grave).

A expectativa do diretor quanto à vacina chinesa no Brasil é de que, em outubro, teremos 5 milhões; em novembro, 5 milhões; e em dezembro, mais 5 milhões. Segundo o diretor, o estudo publicado envolveu 744 pessoas. A indução da imunidade protetora tanto celular quanto humoral foi acima de 90% nos indivíduos vacinados. 

Ele ainda defendeu que janeiro é um prazo realista para o início da imunização, e que a forma como o estudo foi desenhado é muito propícia considerando a atual situação, a incidência de casos, os profissionais de saúde expostos. Grupos prioritários ainda não foram definidos no estado de São Paulo,  mas Covas reiterou que o perfil será muito assemelhado ao da vacina da gripe: indivíduos idosos, com comprometimento imunológico, comorbidades, muito expostos, profissionais de saúde e de segurança.

O diretor esclareceu que se trata, num primeiro momento, de uma população que não vai passar de 50 milhões, e então ficaria uma segunda etapa da vacinação para atingir a imunidade de rebanho, para controlar definitivamente a circulação do vírus. Mas para isso, ressaltou a necessidade de 95% de adesão da população. Covas contou também que a vacina já vem com seringa, e essas 15 milhões iniciais são doses únicas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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