Além do ar: cientistas descobrem que COVID-19 também é transmitido pelas fezes

Por Nathan Vieira | 21 de Fevereiro de 2020 às 19h00
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De acordo com um relatório publicado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (China CDC) na semana passada, pesquisadores confirmaram que pacientes com COVID-19 tinham “vírus vivos em amostras de fezes”, sugerindo mais uma forma de transmissão da doença, através de matéria fecal.

A disseminação através de apenas "gotículas respiratórias e transmissão de contatos" não foi capaz de explicar todos os casos do COVID-19 mortal, segundo o relatório, levando os pesquisadores a examinar outras formas de propagação do vírus. "Este vírus tem muitas rotas de transmissão, o que pode explicar parcialmente sua força e velocidade de propagação", diz o estudo em questão.

Uma análise diferente foi capaz de reproduzir esses achados de forma independente, encontrando o vírus em amostras de sangue e fezes de pacientes com COVID-19, como relata o LiveScience. Quanto ao que se pode fazer para minimizar os riscos, o conselho permanece praticamente o mesmo, conforme emitido pela Organização Mundial da Saúde: lave as mãos com frequência, evite contato desprotegido com animais da fazenda e mantenha distância daqueles que estão apresentando sintomas.

O CDC da China recomenda “beber água fervida, evitar o consumo de alimentos crus” e “desinfetar superfícies de objetos em residências, banheiros, locais públicos e veículos de transporte”.

Alguns países, como os Estados Unidos, estão com pesquisas avançadas com a intenção de conter o coronavírus, mas, segundo Vas Narasimhan, CEO da multinacional farmacêutica Novartis, a solução só deve chegar daqui 18 meses — possivelmente quando a epidemia deve estar controlada. Isso porque é preciso uma análise mais detalhada do comportamento do patógeno. Os experimentos com as possíveis vacinas devem estar prontos em torno de seis meses a um ano. Depois disso, é preciso que elas sejam testadas em animais, para posterior liberação de aplicação em humanos.

Atualmente, o diagnóstico da COVID-19 leva cerca de uma hora. Entretanto, vale lembrar que uma nova tecnologia, baseada em uma combinação de técnicas ópticas e partículas magnéticas, pode testar rapidamente 100 amostras de pacientes potencialmente infectados pelo vírus e reduzir o tempo de diagnóstico para apenas 15 minutos.

Fonte: Live Science 

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