COVID-19 | Google cria fundo para ajudar no combate às fake news sobre vacinas

COVID-19 | Google cria fundo para ajudar no combate às fake news sobre vacinas

Por Fidel Forato | 12 de Janeiro de 2021 às 20h40
The Pancake of Heaven! / Wikimedia -CC

Desde a descoberta do coronavírus SARS-CoV-2, fake news e boatos são compartilhados nas redes sociais. Agora, com o início das primeiras campanhas de vacinação contra a COVID-19, a onda de desinformação cresce e, potencialmente, coloca em risco o combate à pandemia. Em resposta a este problema, o Google anunciou nesta terça-feira (12) a criação de um novo fundo para apoiar a produção de conteúdo jornalístico checado sobre vacinas.

Para alavancar a checagem e a verificação de fatos, a Google News Initiative desenvolveu o Fundo Aberto Contra a Desinformação de Vacinas COVID-19 e depositou US$ 3 milhões (cerca de 15,9 milhões de reais) para a inciativa. A expectativa é ajudar no combate à desinformação sobre as imunizações contra o coronavírus.

Contra a desinformação sobre vacinas, o Google lança fundo global para apoiar produção de conteúdo seguro (Imagem: Reprodução/ Eyeeyeview/ Rawpixel)

Atualmente, o fundo contra a desinformação está em fase de seleção de projetos e recebe inscrições de iniciativas que ampliem o público de consumidores de fatos checados. Vale lembrar que iniciativas de checagem são importantes aliadas contra a pandemia e, entre elas, o projeto Coronavirus Facts Alliance já checou cerca de 10 mil fatos sobre a COVID-19, em colaboração com 99 organizações presentes em 77 países.

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Foco do fundo sobre desinformação

Segundo o Google, o novo fundo é aberto para organizações de todos os tamanhos e, para a inscrição de um projeto, o jornalista deve seguir alguns dos seguintes requisitos: produzir conteúdo original e focar na produção de notícias relevantes; ter um histórico comprovado no combate à desinformação e o reconhecimento de terceiros sobre o assunto; ou colaborar com organizações já reconhecidas na checagem de fatos.

A seleção dos projetos será feita por uma equipe composta de especialistas em desinformação e imunização de todo o mundo. No comitê, estará a brasileira Angela Pimenta, Diretora de Operações do Projor, e ainda Andy Pattison, gerente de soluções digitais da Organização Mundial da Saúde (OMS). No total, o júri que escolherá os beneficiados pelo fundo é formado por 14 membros.

Esta iniciativa se soma ao fundo de US$ 6,5 milhões (estimado em cerca de 34,5 milhões de reais) de apoio a outras iniciativas de combate à desinformação sobre COVID-19, não focado apenas nas vacinas. Além disso, a Google News Initiative lançou o Fundo de Auxílio Emergencial ao Jornalismo, no ano passado, que impactou mais de 5,6 mil pequenas e médias organizações de jornalismo no mundo. No Brasil, foram mais de 380.

"Seguiremos expandindo o número de países com painéis de informações sobre vacinas autorizadas na Busca do Google e exibindo fatos checados em todas as plataformas do Google por meio do ClaimReview", completa o Google, em nota, sobre o desafio de combater a desinformação e suas iniciativas.

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