Facebook passa a remover fake news sobre vacinas contra COVID-19

Por Nathan Vieira | 03 de Dezembro de 2020 às 18h48
Pixabay/Pexels

Se por um lado, instituições e empresas têm investido conhecimento e recursos no desenvolvimento de uma vacina contra a COVID-19 que possa finalmente representar uma luz no fim do tunel em meio a essa pandemia, por outro, uma parte da população é contra a vacina. Com isso, algumas informações que vem à tona a respeito dessa vacina não são verdadeiras. Foi com essa questão em mente que o Facebook anunciou um posicionamento: remover fake news em torno dessa temática na plataforma.

A empresa anunciou novas regras: o conteúdo que fizer afirmações falsas sobre as vacinas contra a COVID-19 será removido do Facebook e também do Instagram, assim que essas afirmações forem desmascaradas por especialistas em saúde pública. Segundo a própria plataforma, trata-se de uma extensão de uma política já existente para remover falsas alegações sobre a COVID-19, que foi aplicada a 12 milhões de conteúdos desde o começo da pandemia, em março.

Facebook passa a remover fake news sobre vacinas contra COVID-19, quando forem desmascaradas por especialistas de saúde pública (Imagem: LoboStudioHamburg/Pixabay)

“Dadas as notícias recentes de que as vacinas contra a COVID-19 serão lançadas em breve em todo o mundo, nas próximas semanas também começaremos a remover alegações falsas sobre vacinas que forem desmascaradas por especialistas em saúde pública no Facebook e Instagram. Esta é outra forma de aplicarmos nossa política para remover informações incorretas sobre o vírus que podem causar danos físicos iminentes”, anunciou a rede social.

O conteúdo inclui "falsas alegações sobre a segurança, eficácia, ingredientes ou efeitos colaterais das vacinas”. Quer um exemplo? Alegações de que as vacinas contra a COVID-19 tenham microchips ou teorias de conspiração que são conhecidas como falsas, como a ideia de que populações específicas estão sendo usadas sem seu consentimento para testar a segurança da vacina. Quando se trata da formulação de fake news, a criatividade é o limite.

“Como é cedo e os fatos sobre as vacinas da COVID-19 continuarão a evoluir, atualizaremos regularmente as reivindicações que removemos com base na orientação das autoridades de saúde pública à medida que aprendem mais", a empresa acrescentou em seu anúncio.

Essas novas políticas são significativamente mais fortes do que as regras tradicionais do Facebook contra fake news, sob as quais falsas alegações são marcadas como tal e suprimidas pelos algoritmos de curadoria, mas não são removidas totalmente das redes. Se você estiver se perguntando o porquê dessa ênfase nas fake news em torno das vacinas, o argumento da rede social é que desinformação sobre o assunto poderia levar a danos físicos iminentes.

Redes sociais contra fake news sobre vacinas

Redes sociais se mobilizam contra fake news a respeito da vacina contra a COVID-19 (Imagem: Daniel Schludi/Unsplash)

Esse posicionamento do Facebook não é algo exatamente inédito quando se trata de redes sociais contra as fake news em torno das vacinas contra a COVID-19. Acontece que em outubro, o próprio YouTube anunciou que começaria a remover esse tipo de conteúdo, estendendo também a regras que já existiam sobre manipulação política, teorias da conspiração e demais publicações de caráter mentiroso.

Antes disso, as regras relacionadas às fake news sobre COVID-19 incluíam apenas um tópico contra conteúdos que informem sobre possíveis curas ou remédios milagrosos para combater o vírus. Depois da mudança, as normas passaram a abranger também as famosas teorias de que os medicamentos são um mecanismo de controle ou voltados para matar a população.

Antes de compartilhar uma informação sobre vacinas contra a COVID-19 ou qualquer outra doença, o recomendado é se perguntar se uma informação pode ser verdadeira ou não. Recomendamos que acompanhe perfis oficiais de saúde nas redes sociais, como o do Ministério da Saúde. Acompanhar os materiais divulgados por institutos considerados como referências no controle e acompanhamento da COVID-19 (Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro; Instituto Adolfo Lutz e o Butantan em São Paulo) também é indicado.

Fonte: The Guardian

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