COVID-19 está desacelerando no Brasil, de acordo com estudo

Por Nathan Vieira | 16 de Setembro de 2020 às 16h10
CDC/Unsplash

A pandemia da COVID-19 tem preocupado cada vez mais a população. No entanto, um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) apontou no último dia 15 que a doença está desacelerando no Brasil.

A pesquisa mostrou que o número de brasileiros com anticorpos do Sars-Cov-2 diminuiu com relação ao período anterior avaliado. O estudo coletou amostras entre 27 e 30 de agosto, sendo que 1,4% dos entrevistados tiveram contato com o coronavírus. Na fase anterior, realizada em junho, o número havia sido 3,8%.

Basicamente, de acordo com o que diz essa pesquisa, aconteceu uma mudança no padrão etário dos infectados entre junho e agosto. O número de infectados teve queda mais expressiva entre adultos; já entre crianças e idosos, a queda foi menor. Os pesquisadores reiteram que, ao contrário do que se pensava no início da pandemia, os anticorpos que são detectados pelo teste duram apenas algumas semanas.

Na opinião desses especialistas, o declínio dos níveis de anticorpos ao longo do tempo não indica que as pessoas deixem de estar protegidas, porque o organismo guarda a memória imunológica para produzir anticorpos rapidamente em caso de uma nova infecção. As pessoas com testes positivos na última fase da pesquisa tiveram infecções relativamente recentes, enquanto as infectadas há mais tempo apresentaram resultado negativo nesta etapa.

COVID-19 está desacelerando no Brasil, de acordo com estudo (Imagem: outsideclick/pixabay)

O reitor da Universidade Federal de Pelotas afirma que o resultado da pesquisa mostra que, de cada mil pessoas que são contaminadas pelo coronavírus, sete acabam vindo a óbito. Vale lembrar que a quarta fase da Epicovid-19 fez 33.250 testes e entrevistas entre os dias 27 e 30 de agosto. Esta etapa é a primeira financiada pela iniciativa privada. A fase anterior coletou dados entre os dias 21 e 24 de junho, com o mesmo número de entrevistados.

Quanto às outras fases, o que aconteceu foi o seguinte: a segunda aplicou 31.165 testes, de 4 a 7 de junho. Já a primeira fase foi realizada duas semanas antes, de 14 a 21 de maio, com 25.025 testes e entrevistas. Segundo o estudo, o maior percentual de infecção foi observado na Região Norte (2,4%) e no Nordeste (1,9%). No Sul, Centro-Oeste e Sudeste, o percentual de infecção ficou em 0,5%.

Pacientes que nunca tiveram a doença

No início de agosto, uma pesquisa publicada na revista científica Nature mostrou que pessoas que não foram expostas ao coronavírus podem já ter uma certa imunidade contra ele. O estudo conduziu testes na Alemanha com amostras de sangue de 68 adultos saudáveis que não haviam sido expostos ao coronavírus, e 35% deles apresentaram células T que foram reativas ao vírus. As células T fazem parte do sistema imunológico, que tem a função de proteger o organismo de infecções, e quando a reação acontece é devido ao corpo já ter combatido uma infecção similar.

Fonte: G1

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