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Coronavírus | Diretora da Fiocruz diz que não haverá vacinação em massa

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Karolina Grabowska/Pexels
Karolina Grabowska/Pexels

A partir de janeiro do ano que vem, a Fiocruz vai começar o processo de fabricação de 210 milhões de doses da vacina contra a COVID-19, em parceria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, com a companhia farmacêutica AstraZeneca. As informações são de Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

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Lima já afirmou também que não irá acontecer uma aplicação em massa da vacina, pois deverá haver um critério de priorização que, até o momento, ainda não foi definido. A fabricação de 100 milhões de doses vai acontecer nos seis primeiros meses de 2021 com a importação dos insumos, e a partir do segundo semestre acontecerá a segunda etapa, com a produção feita de forma autônoma, colocando em prática o acordo de transferência da tecnologia com o laboratório.

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De acordo com Lima, inicialmente a Fiocruz irá produzir apenas a vacina de Oxford. Isso se, claro, os resultados da fase 3 de testes seja concluída e apresente resultados positivos. Com o início da produção em janeiro, cerca de 30 milhões de doses já estarão prontas em fevereiro para o Programa Nacional de Imunização, porém ainda não há como prever quando, exatamente, acontecerão as vacinações, mas a expectativa é que seja ainda no primeiro semestre do ano que vem.

Em relação à quantidade de doses que será necessária para a população, Nísia conta que o ideal seria duas doses em cada indivíduo, e que as 210 milhões de doses fabricadas chegariam a apenas metade da população. No entanto, ainda é preciso determinar a melhor estratégia de imunização do país.

Fonte: Uol via Estadão