CoronaVac | Anvisa analisa pedido de uso emergencial da vacina contra a COVID-19

Por Fidel Forato | 08 de Janeiro de 2021 às 14h40
Daniel Schludi/Unsplash

Nesta sexta-feira (8), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começa a analisar o pedido de autorização de uso emergencial da vacina CoronaVac contra a COVID-19. A solicitação foi feita na manhã de hoje pelo Instituto Butantan, em São Paulo, que conduz os estudos clínicos do imunizante contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Segundo a Anvisa, a análise para liberação do uso emergencial da vacina contra a COVID-19 foi iniciada hoje mesmo. A expectativa é que toda a avaliação seja concluída em até dez dias, no entanto o prazo pode se estender caso faltem documentos. No momento, a agência checa toda a documentação necessária.

Anvisa começa análise para o uso emergencial da CoronaVac contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo)

“As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. O prazo de dez dias não considera o tempo do processo em status de exigência técnica”, informou a agência em nota.

Além disso, a Anvisa explica que a análise do imunizante contra o coronavírus é realizada por uma equipe multidisciplinar, envolvendo especialista das áreas de registro, monitoramento e inspeção. Vale lembrar que, após aprovação e autorização da agência reguladora, as doses da vacina CoronaVac poderão ser distribuídas.

Vacina CoronaVac no BR

Desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, a vacina promove a imunização a partir de fragmentos do coronavírus inativados (quando o vírus está "morto"). Uma das vantagens da fórmula é sua fácil capacidade de armazenamento, já que pode ser guardada em freezer comuns, entre 2°C e 8°C. Para se obter a imunização completa contra a COVID-19, são necessárias duas doses da CoronaVac. 

Segundo o governo de São Paulo, a CoronaVac obteve uma taxa de eficácia de 78% para casos leves da COVID-19. Em outras palavras, 78% dos imunizados não contraíram a infecção no estudo nacional, realizado com cerca de 13 mil voluntários. Além disso, não foram registrados casos graves —  o que incluí mortes — e moderados entre os vacinados. No entanto, ainda é necessária a publicação completa dos dados.

Na quinta-feira (7), o Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da vacina CoronaVac para este ano. Segundo o ministério, a expectativa é que a vacinação seja iniciada ainda neste mês. Em paralelo, o governo de São Paulo prevê iniciar a imunização no dia 25 de janeiro, desde que obtenha a autorização da Anvisa em tempo hábil para isso. 

Fonte: Agência Brasil  

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