Comemorações de Natal poderão trazer altos riscos de infecção pela COVID-19

Por Natalie Rosa | 23 de Novembro de 2020 às 16h45
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Quando a pandemia foi declarada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), ainda havia esperanças de que tudo estivesse, na medida do possível, resolvido até o Natal. No entanto, o fim do ano ainda não trará seguranças de que não haverá a contaminação pelo coronavírus em aglomerações, como as festas de Natal, e isso já é uma preocupação dos especialistas.

De acordo com Andrew Hayward, professor de epidemiologia de doenças infecciosas na Universidade College London, os encontros que devem acontecer na época do Natal devem trazer "riscos substanciais". Isso, porque "gerações com grande incidência de infecção" irão socializar com pessoas mais velhas e que possuem um maior risco de terem complicações pela COVID-19, o que pode levá-las à morte.

Hayard, que também faz parte de um grupo de aconselhamento científico para emergências do Reino Unido, opinou que a população está obstinada a ter comemorações de Natal normais, e que isso irá contribuir para os aumentos no mês de janeiro. No hemisfério Norte, os primeiros meses do ano são de inverno, quando as taxas de infecções respiratórias já são altas.

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Aqui no Brasil, a situação não deve ser diferente, mesmo que os próximos meses sejam de calor intenso devido ao verão. Segundo o Portal COVID-19 Brasil, nosso país já está enfrentando uma segunda onda da doença, assim como aconteceu com a Europa e os Estados Unidos. As informações são baseadas em dados da evolução da taxa de transmissão (taxa R ou Rt).

Ainda não haverá vacinação até o período do Natal, então não há qualquer garantia de que a população brasileira esteja imune à doença nas festas de fim de ano. Reuniões de Natal são conhecidas por serem longas e reunirem pessoas de regiões diferentes, sendo o momento de se reencontrarem após um ano inteiro distantes de familiares e amigos. Então, vale comentar que não será possível controlar qualquer contato e por onde cada pessoa esteve antes da reunião, o que aumenta a possibilidade do vírus se espalhar ainda mais.

Fonte: BBC

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