Cientistas rastreiam sinais cerebrais associados ao TOC pela primeira vez

Cientistas rastreiam sinais cerebrais associados ao TOC pela primeira vez

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 08 de Janeiro de 2022 às 16h00
microgen/envato

Pela primeira vez, cientistas conseguiram rastrear sinais cerebrais associados ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). As descobertas foram relatadas em um estudo publicado na revista científica Nature Medicine no último dia 9. A expectativa dos pesquisadores da Brown University (EUA) é que o conhecimento sobre esses sinais cerebrais possa levar ao surgimento de novas terapias.

O estudo registrou sinais elétricos nos cérebros de cinco pessoas com o transtorno. “Usando esses sinais cerebrais, podemos ser capazes de diferenciar quando alguém está experimentando sintomas de TOC e quando não está, e essa técnica torna possível registrar essa diversidade de comportamento e atividade cerebral", explica a autora, Nicole Provenza.

Estudos anteriores chegaram a utilizar uma terapia de estimulação cerebral profunda (DBS), que implanta eletrodos em regiões específicas do cérebro. Essa técnica se mostrou promissora em mais da metade dos pacientes que não respondem a outros tratamentos. Os dispositivos que a equipe da Brown University utilizou na pesquisa também eram baseados nesse procedimento.

Cientistas descobrem sinais cerebrais associados ao TOC (Imagem: microgen/envato)

"Um sistema capaz de ajustar a intensidade da estimulação cerebral em resposta aos sintomas pode fornecer mais alívio e menos efeitos colaterais para os pacientes. Mas, para habilitar essa tecnologia, devemos primeiro identificar os biomarcadores cerebrais associados aos sintomas de TOC, e é nisso que estamos trabalhando neste estudo", explica a pesquisadora.

Por enquanto, o estudo ainda se encontra em seus estágios iniciais, então há uma longa jornada pela frente. Ainda assim, os especialistas envolvidos relatam que esse é um primeiro passo rumo à compreensão e ao tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo.

Fonte: Nature Medicine, Brown University

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