Cientistas podem ter descoberto uma forma de acordar pacientes do coma profundo

Por Rafael Rodrigues da Silva | 17 de Fevereiro de 2020 às 16h55

Uma das maiores dificuldades da medicina atual está no tratamento de pacientes em coma. Normalmente, quanto mais tempo uma pessoa fica em coma, menores as chances de ela algum dia acordar — mas os cientistas podem finalmente ter encontrado uma solução para esse problema.

De acordo com um novo estudo desenvolvido pela Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), é possível utilizar eletrodos que, ao aplicar choques em uma região específica do cérebro que está associada à consciência humana, poderia fazer com que alguém acordasse de um coma profundo.

Segundo o material publicado na revista científica Neuron, os pesquisadores da universidade implantaram eletrodos no cérebro de macacos e utilizaram uma técnica chamada de estimulação cerebral profunda (ECP), que consiste em usar uma espécie de “marcapasso cerebral”, que envia impulsos elétricos a uma região específica do cérebro em intervalos constantes.

Esses impulsos elétricos foram direcionados para uma região do cérebro conhecida como tálamo lateral. Quando esta região era estimulada pelos eletrodos, os macacos então abriam os olhos, esticavam e retraíam seus membros, mexiam a cabeça e até mesmo tinham alterações em seus sinais vitais, indicando uma maior atividade cardíaca. Mas, assim que o sinal era desligado, eles imediatamente voltavam para o estado de coma.

Por enquanto, o estudo ainda está em estado inicial, e deve demorar alguns anos até que que tipo de tratamento chegue aos hospitais. Os próximos passos do experimento, agora, são testar se, ao serem estimulados, os macacos conseguem executar tarefas mais complexas (como — sério — jogar videogame) antes de voltarem ao coma, e depois testar a eficácia do método com outros animais antes de se iniciar os testes com humanos.

Fonte: Futurism

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