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Estudo alerta alta quantidade de "químicos eternos" em inseticidas e pesticidas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 07 de Outubro de 2022 às 13h22

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 Shandor_gor/Envato
Shandor_gor/Envato

Um novo estudo publicado em Journal of Hazardous Materials Letters notou produtos químicos perigosos, conhecidos como "químicos eternos" na maior parte dos inseticidas e pesticidas (mais precisamente, em sete de cada dez deles).

Com níveis tão altos de químicos nos pesticidas, os pesquisadores alertam que isso é um risco para a saúde pública, se os produtos forem espalhados em campos onde os alimentos são cultivados, principalmente porque essas substâncias têm potencial cancerígeno, e não há nível seguro.

Em um comunicado, a agência de proteção ambiental Environmental Protection Agency revelou que está revisando ingredientes ativos usados ​​em pesticidas para determinar se algum se enquadra nessa categoria de químicos.

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Aproximadamente cerca de 12 mil produtos químicos costumam fazer parte dessa categoria. Eles não se decompõem e se acumulam naturalmente nos seres humanos e no meio ambiente, por isso são chamados de "químicos eternos". Sérios problemas de saúde, como câncer, defeitos congênitos, doenças hepáticas, doenças renais, distúrbios autoimunes e colesterol alto acompanham a exposição a esses produtos.

A equipe de cientistas disse, no artigo, que há pouco que os consumidores possam fazer para se proteger imediatamente além de comer alimentos orgânicos, mas muitas pessoas não têm acesso ou podem comprar produtos assim. A ideia dos especialistas envolvidos na pesquisa é que a EPA tome medidas mais rápidas para tirar os "químicos eternos" dos pesticidas, acrescentou Bennett.

“Temos que fazer com que a EPA pare de permitir esses químicos em pesticidas. Temos um produto químico tóxico neles que não precisa estar lá, e os pesticidas são ruins o suficiente por conta própria sem adicionar outro agente cancerígeno", concluem os pesquisadores.

Fonte: Journal of Hazardous Materials Letters via The Guardian