Cientistas desenvolvem balinhas que reconstroem o esmalte dos dentes

Cientistas desenvolvem balinhas que reconstroem o esmalte dos dentes

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Junho de 2021 às 12h00
Diana Polekhina/Unsplash

A odontologia tem contado muito com o auxílio da ciência e da tecnologia para o surgimento de novidades, como o tratamento que pretente fazer dentes nascerem de novo. Mas, dessa vez, uma equipe de cientistas da Universidade de Washington (EUA) desenvolveu uma pastilha experimental, semelhante a uma pastilha comum de hortelã, que pode reconstruir o esmalte dos dentes.

Os pesquisadores se preparam para lançar ensaios clínicos para testar as pastilhas, que são revestidas com proteínas geneticamente modificadas. A proposta é que se liguem aos compostos mineralizados dos dentes do usuário e estimulem a formação de uma pequena camada de esmalte por meio de um peptídeo que catalisa a deposição de cálcio e fosfatos, desenvolvido especialmente para reparar o tecido duro, mas sem afetar os tecidos moles. Se isso funcionar, pode ser o primeiro tratamento que realmente faz o esmalte "nascer" novamente, em vez de apenas preservar e proteger, papel do tão conhecido flúor.

(Imagem: Asierromero/ Freepik)

Os pesquisadores já testaram as balinhas em dentes extraídos de porcos, ratos e até de humanos. Durante esse trabalho pré-clínico, eles descobriram que uma pastilha por dia deveria ser suficiente para manter o esmalte dos dentes. Além disso, os pesquisadores afirmam que uma segunda pastilha diária reverteria os danos causados por desgastes ou microorganismos, como a cárie. No entanto, apenas os próximos ensaios clínicos, realizados in vivo, devem comprovar se esse é realmente o caso.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Se as pastilhas funcionarem como descrito, representariam um grande salto no cuidado e manutenção dos dentes, porque mudam o foco da preservação do esmalte para a restauração do esmalte.

Fonte: Universidade de Washington

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.