Cientistas apontam sinais de imunidade duradoura à COVID-19

Por Nathan Vieira | 17 de Agosto de 2020 às 17h50
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Mesmo após meses desde o início da pandemia, a COVID-19 ainda permanece um poço de mistérios para os especialistas, que trabalham a todo vapor para decifrar o maior número de informações possível. Nesta segunda (17), mais uma informação foi desvendada a respeito dessa doença. Acontece que foi divulgada uma nova pesquisa indicando que as células do sistema imunológico humano estão armazenando informações sobre o coronavírus para que possam combatê-lo novamente.

Cientistas da Universidade do Arizona e da Universidade de Washington, nos EUA, monitoraram as respostas imunológicas ao vírus e agora estão começando a ver sinais encorajadores de imunidade forte e duradoura, mesmo em pessoas que desenvolveram apenas sintomas leves de COVID-19. De acordo com a pesquisa, os anticorpos que combatem a doença e as células imunes capazes de reconhecer o vírus, parecem persistir meses após a resolução das infecções.

Embora os pesquisadores não possam prever quanto tempo essas respostas imunológicas vão durar, muitos especialistas consideram os dados uma indicação bem-vinda de que as células do corpo estão fazendo seu trabalho - e terão uma boa chance de se defender do coronavírus, mais rápido do que antes, se exposto a ele novamente.

Cientistas norte-americano apontam sinais de imunidade duradoura à COVID-19 (Imagem: Gerd Altmann / Pixabay)

A proteção contra a reinfecção não pode ser totalmente confirmada até que haja provas de que a maioria das pessoas que encontram o vírus uma segunda vez são realmente capazes de mantê-lo sob controle, mas as descobertas podem ajudar a conter as preocupações. Nas discussões sobre as respostas imunológicas ao coronavírus, grande parte da conversa se concentrou nos anticorpos, mas eles representam apenas uma parte de um esquadrão complexo e coordenado de "soldados imunológicos".

Os estudos também conseguiram isolar células T, e alguns relatórios observaram que as análises dessas células podem dar aos pesquisadores um vislumbre da resposta imunológica ao coronavírus, mesmo em pacientes cujos níveis de anticorpos diminuíram a um ponto em que são difíceis de detectar.

Ainda assim, muito permanece desconhecido. Embora esses estudos indiquem o potencial de proteção, eles não demonstram proteção em ação. Em entrevista ao jornal The New York Times, os próprios especialistas afirmaram que é difícil prever o que vai acontecer, uma vez que os humanos são tão heterogêneos e que existem tantos fatores em jogo. Rastrear as respostas humanas de longo prazo vai levar tempo.

Fonte: The New York Times

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