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Cientista passa 100 dias debaixo d'água e relata mudanças em seu corpo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 03 de Junho de 2024 às 15h58

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Carsten Ruthemann/Pexels
Carsten Ruthemann/Pexels

Você se lembra do cientista que bateu recorde mundial por ficar debaixo d'água? Pois bem. Joe Dituri chegou a completar 100 dias submerso, e a experiência rendeu vários impactos para sua saúde. Inclusive, o homem encolheu 2 centímetros devido à pressão da água. 

Tudo faz parte de um estudo da University of South Florida, onde Dituri é professor. Antes, durante e depois do projeto, ele realizou uma série de exames psicossociais e médicos, incluindo exames de sangue, ultrassonografias e eletrocardiogramas, para verificar as mudanças que aconteceram em seu corpo. 

Uma das descobertas desse estudo foi que o aumento da pressão tem o potencial de permitir aos humanos aumentar a sua longevidade e prevenir doenças associadas ao envelhecimento.

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Dentre as principais mudanças no corpo de Dituri após os 100 dias, constam: melhora no nível de colesterol, redução no cortisol (hormônio relacionado ao estresse) e qualidade do sono — atingindo cerca de 60% do sono profundo.

“Eu sabia muito bem que a pressão hiperbárica poderia aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e levantei a hipótese de que poderia ser usada para tratar lesões cerebrais traumáticas. Minha hipótese é que a aplicação dos mecanismos de ação conhecidos da medicina hiperbárica poderia ser usada para tratar um amplo espectro de doenças", apontou o cientista em um comunicado promovido pela universidade.

Como é a cápsula em que Joe ficou submerso?

A sala de pesquisa subaquática se chama Jules Undersea Lodge e fica em Florida Keys, nos EUA. É o único hotel subaquático do mundo, onde é necessário literalmente mergulhar para entrar. O nome é uma homenagem a Júlio Verne, que escreveu um famoso livro de ficção científica em 1800 chamado Vinte Mil Léguas Submarinas.

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Durante a experiência, o cientista ainda ensinou 40 jovens (vencedores de competições de ciência, tecnologia, matemática e engenharia) a mergulhar. Esse público passou 24 horas mergulhando e vivendo debaixo d'água. Em vídeo, você pode ver o professor mostrando a cápsula — no minuto 7:19.

A cápsula fica a aproximadamente oito metros de profundidade, então o mergulho para chegar lá dura aproximadamente dez minutos. 

Para entrar na cápsula, é necessário seguir algumas regras, como tomar banho (de água doce) antes de entrar. O protocolo exigido serve para que a pessoa não leve sal para dentro da cápsula, o que poderia comprometer os equipamentos, enferrujar, etc. 

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A missão de 100 dias incluiu uma série de outros projetos. Dituri testou diferentes tecnologias, como uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por um colega para examinar doenças no corpo humano.

Recordista mundial

O Guinness World Records listou Dituri como o recordista após seu 74º dia debaixo d’água. Isso porque a marca anterior foi de 73 dias, duas horas e 34 minutos, cumprida por dois professores do Tennessee no mesmo alojamento em 2014.

Outros cientistas também se juntaram a ele debaixo d'água para discussões sobre maneiras de preservar, proteger e rejuvenescer o ambiente marinho, e os encontros foram transmitidos no YouTube.

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Durante as 14 semanas em que esteve debaixo d’água, Dituri ministrou virtualmente um curso de engenharia biomédica na University of South Florida e conduziu 124 interações online, interagindo com mais de 5.500 estudantes de 15 países.

Fonte: University of South Florida (1, 2)