Butantan pode negociar CoronaVac com outros estados, se Ministério não agir

Butantan pode negociar CoronaVac com outros estados, se Ministério não agir

Por Nathan Vieira | 28 de Janeiro de 2021 às 17h45
Maksim Goncharenok/ Pexels

Nesta quinta-feira (28), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou a possibilidade de negociar a vacina CoronaVac diretamente com estados e municípios, se o governo federal não manifestar interesse formal nas 54 milhões de doses oferecidas. Anteriormente, o diretor chegou a levantar a possibilidade de exportar o imunizante para outros países.

O anúncio foi feito durante uma entrevista à Globonews: "Se não houver incorporação pelo Ministério da Saúde, existe interesse de outros estados e municípios. Então sim, é possível que haja atendimento a essa demanda", afirmou Dimas, na ocasião. 

"Temos esse compromisso inicial com o Ministério [da Saúde] de oferta de 54 milhões [de doses de CoronaVac]. Mas nós temos uma solicitação muito grande, não só dos países da América Latina, como também de estados e municípios. Então precisamos de fato fazer esse planejamento. O Butantan tem assinado cartas de intenção com a grande maioria dos estados e com muitos municípios", continuou.

(Imagem: Thirdman/Pexels)

Pelo contrato, o Ministério da Saúde pode manifestar o interesse pelo segundo lote até 30 dias após a entrega de todas as doses do primeiro. E por falar nisso, o Ministério da Saúde afirmou que realmente as doses não estão compradas, mas disse que pode adquiri-las formalmente até maio. "O Contratante [Ministério da Saúde] possui até o dia 30 de maio para manifestar sua opção de compra das 54 milhões de doses adicionais. Deve-se nesse momento priorizar o cumprimento do objeto contratado", contrapôs.

O diretor do Butantan ressaltou a necessidade de um pronunciamento do ministério da Saúde. "Estamos no fim de janeiro, e esta produção estaria prevista para o início de abril, portanto não haverá tempo para negociarmos com a nossa parceira em relação à matéria-prima se não houver essa manifestação. É apenas essa a questão. Não estamos pressionando de forma alguma, lembrando que essa é uma vacina mundial, não é só para o Brasil. É uma vacina para o mundo inteiro. Ela já está sendo usada em vários países, começa a ser usada ainda mais intensamente nesta semana no Chile, e então a demanda está muito aquecida e precisamos nos preparar", completou.

Fonte: G1

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