Boletim: com 2,7% de letalidade, COVID-19 leva a 92 óbitos e 3.417 casos no BR

Por Fidel Forato | 27 de Março de 2020 às 18h26
NIAID-RML

Na tradicional live transmitida pelas redes sociais, o Ministério da Saúde atualiza o números de casos da COVID-19 no país, a partir dos dados informados pelas secretarias estaduais da saúde. Até às 15h desta sexta-feira (27), 3.417 pessoas estão infectadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e 92 óbitos foram registrados em decorrência da infecção respiratória. 

Segundo a última atualização do painel do coronavírus, a região Sudeste registra 1.952 casos da COVID-19, o que representa 57% das infecções brasileiras. Após os dados da região considerada como o epicentro nacional da pandemia, estão Nordeste (539), Sul (463), Centro-Oeste (319) e Norte (145).

Na divisão entre estados, São Paulo segue com o maior número de casos do país (1.223). Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 493 casos da infecção, e o Ceará, com 282 infectados. Já o estado com menos casos registrados é o Amapá, com apenas dois, posição que preserva desde a chegada da epidemia no Brasil.

A seguir, confira a tabela detalhada sobre a situação dos estados:

ueEstado de São Paulo segue com mais de um terço dos casos da COVID-19 no país (Imagem: Reprodução/Ministério da Saúde) 

É importante ressaltar que, atualmente, há apenas o controle dos casos mais graves do novo coronavírus, quando os pacientes com falta de ar e febre, por exemplo, procuraram auxílio médico em hospitais ou em unidades de saúde. Por isso, esses valores, muito provavelmente, não cobrem a totalidade de casos, como os pacientes com sintomas leves da doença ou mesmo os assintomáticos. No entanto, esse quadro deve mudar, em breve, quando os testes rápidos chegarem a todo o país.

Casos de óbitos

Quanto ao número total de óbitos, que é 92, estão divididos entre nove estados brasileiros: São Paulo (68); Rio de Janeiro (10); Pernambuco (4); Ceará (3); Paraná (2); Rio Grande do Sul (2); Amazonas (1); Goiás (1); Santa Catarina (1).

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, há um padrão que se repete entre os números de mortes, nos quesitos de idade e grupos de risco. Até agora, 85% dos óbitos estiveram relacionados a pacientes com pelo menos um fator de risco. 

Já no quesito etário, 89% dos óbitos eram de pessoas com mais 60 anos. No entanto, ocorreram seis mortes de pacientes com idades entre 40 e 59 anos, além de três mortes de pessoas entre os 20 e 39 anos.

Doação de sangue

Aproveitando momento, o Ministério da Saúde alerta sobre o baixo estoque de sangue e orienta que as doações devem continuar acontecendo nesse momento, principalmente pelo aumento de registros dos casos e óbitos pelo novo coronavírus.

Isso porque pessoas com anemias crônicas, acidentes que causam hemorragias, complicações decorrentes da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves continuam com seus respectivos tratamentos, ou seja, o consumo de sangue continua sendo diário.

“Estamos incentivando o doador de sangue a sair de casa para realizar esse ato heroico, porque as cidades e transportes estão mais vazios, tornando o acesso aos pontos de coleta de sangue mais seguro e confortável. A população brasileira é reconhecida por sua postura solidária e certamente dará mais este bom exemplo ao mundo”, afirma o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

Fonte: Ministério da Saúde (1) e (2) 

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