AstraZeneca testa anticorpos sintéticos que podem tratar e prevenir covid-19

AstraZeneca testa anticorpos sintéticos que podem tratar e prevenir covid-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 21 de Setembro de 2021 às 17h15
iLexx/Envato Elements

Além da vacina contra a covid-19, a farmacêutica AstraZeneca trabalha no desenvolvimento de novas alternativas para o controle de infecções do coronavírus SARS-CoV-2. Este é o caso dos anticorpos neutralizantes (LAAB), em fase de testes, que poderão ser usados para a prevenção e potencial tratamento da doença.

Agora, os anticorpos monoclonais da AstraZeneca são investigados em um estudo clínico que envolve mais de 9 mil participantes. A ideia é que se comprove a eficácia dos anticorpos sintéticos no tratamento e na prevenção de infecções causadas pelo coronavírus.

AstraZeneca testa anticorpos monoclonais contra a covid-19 em cerca de 9 mil voluntários (Imagem: Reprodução/Swiftsciencewriting/Pixabay)

Atualmente, já existem medicamentos do tipo autorizados no Brasil. Só que, normalmente, o composto não é usado de forma preventiva, como é avaliado nos testes da AstraZeneca, mas apenas no tratamento da doença. Este pode ser um grande diferencial do novo composto, caso demonstre eficácia e segurança.

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“A AstraZeneca trabalha com governos em todo o mundo para tornar o AZD7442 [o remédio com anticorpos neutralizantes] acessível às populações de alto risco como outra opção valiosa na luta para acabar com a covid-19, caso seja eficaz e bem tolerado”, disse o diretor administrativo da empresa na Índia, Gagandeep Singh.

Como funciona o potencial medicamento contra a covid-19?

Vale explicar que o medicamento é um produto biológico produzido em laboratório e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate a alguma doença específica, no caso, a covid-19. A vantagem é que eles foram projetados para permanecer no corpo por meses, período em que podem combater eventuais infecções do coronavírus.

Nesse sentido, o LAAB é um coquetel que une dois tipos de anticorpos monoclonais. Inicialmente, estes dois anticorpos foram descobertos por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.

A fórmula pode ser administrada por injeção intramuscular, mas estudos para a aplicação intravenosa também estão em andamento para o tratamento de pacientes hospitalizados.

Testes com os anticorpos da AstraZeneca

Em comunicado divulgado em agosto deste ano, a farmacêutica afirmou que, em testes preliminares, a nova terapia com anticorpos reduziu o risco de pessoas desenvolverem quaisquer sintomas da covid-19 em 77% dos voluntários.

Além disso, a AstraZeneca comentou que 75% dos participantes do estudo tinham doenças crônicas, incluindo algumas que causavam menor resposta imunológica às vacinas. Agora, a pesquisa em andamento deve trazer respostas mais conclusivas para a terapia com anticorpos monoclonais.

"Pode ser uma virada de jogo para os indivíduos, que atualmente estão sendo aconselhados a continuar se protegendo, apesar de estarem totalmente vacinados", afirmou a professora do King's College de Londres, Penny Ward, sobre o futuro do tratamento.

Fonte: The Economic Times e Reuters   

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