Publicidade
Economize: canal oficial do CT Ofertas no WhatsApp Entrar

Amígdala cerebral cresce excessivamente em bebês com autismo, segundo estudo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 29 de Março de 2022 às 11h01

Link copiado!

DS stories/Pexels
DS stories/Pexels

Já não é de hoje que o autismo chama atenção dos pesquisadores, no que diz respeito às possíveis alterações no cérebro, mas um estudo publicado na última sexta-feira (25) na revista científica The American Journal of Psychiatry sugere que uma estrutura chamada amígdala cresce de maneira excessiva em bebês com transtorno do espectro autista (TEA).

A amígdala é uma estrutura cerebral envolvida no processamento de emoções e a interpretação de expressões faciais. Segundo o artigo, o crescimento excessivo dessa estrutura ocorre entre 6 e 12 meses de idade, antes mesmo que os bebês sejam realmente diagnosticados. Com isso, a equipe defende que determinadas terapias podem ser mais eficazes se começarem na primeira infância.

Para chegar a essa descoberta, os pesquisadores escanearam os cérebros de mais de 400 crianças, sendo que 270 delas tinham um risco genético de ter o transtorno, uma vez que tinham um irmão mais velho diagnosticado. As crianças foram submetidas a exames de ressonância magnética aos 6 meses, 1 ano e 2 anos. Nesse último caso, 58 crianças em risco foram diagnosticadas com TEA.

Continua após a publicidade

O transtorno do espectro do autismo (TEA) afeta as interações sociais, e os pesquisadores descobriram que quanto mais rápido a amígdala crescia na infância, mais dificuldades sociais a criança apresentava quando diagnosticada com autismo um ano depois.

A amígdala recebe sinais do sistema visual do cérebro e de outros sistemas sensoriais para detectar ameaça, e a teoria levantada pela equipe é que problemas precoces com o processamento de informações visuais e sensoriais na infância podem sobrecarregar a amígdala, resultando em seu crescimento excessivo.

Pouco a pouco, o transtorno é desvendado pela ciência. Já ressaltamos aqui no Canaltechcinco coisas que ninguém te contou sobre o autismo, inclusive.

Fonte: The American Journal of Psychiatry