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Adoçante sucralose pode danificar o DNA humano, sugere estudo

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Towfiqu98/Envato
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Para chegar ao mercado, os adoçantes passaram por um rigoroso processo de análise envolvendo a segurança dos substitutos do açúcar. No entanto, evidências preliminares apontam para o fato do adoçante sucralose causar potenciais danos ao DNA humano, o que ainda deve ser melhor investigado.

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Nos estudos da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram os riscos de uma substância química formada no processo de digestão da sucralose, o sucralose-6-acetato. Este é classificado como genotóxico, ou seja, tem capacidade de danificar ("quebrar") o DNA. Além disso, provoca lesões nos tecidos do intestino em testes in vitro (em laboratório).

A questão é que, segundo o artigo publicado na revista Journal of Toxicology and Environmental Health, o produto químico também pode ser encontrado no próprio adoçante, antes de ser digerido. Nos testes com bebidas açucaradas, a substância estava acima do considerado aceitável pelas autoridades de saúde — concentração maior que 0,15 microgramas por dia.

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“Nosso trabalho estabelece que a sucralose-6-acetato é genotóxica”, afirma Susan Schiffman, engenheira biomédica e uma das autoras do estudo, em comunicado. “Também descobrimos que vestígios da sucralose-6-acetato podem ser encontrados na sucralose comercial, mesmo antes de ser consumida e metabolizada”, acrescenta.

Produto da sucralose pode ser genotóxico

Para verificar se o produto do adoçante sucralose é genotóxico, os pesquisadores realizaram diferentes tipos de análise. Na primeira rodada, eles colocaram as células sanguíneas humanas em contato com a sucralose-6-acetato. Nesse caso, ela provocou danos ao DNA das células envolvidas.

Em seguida, a equipe testou o impacto da sucralose nos tecidos epiteliais do intestino, ou seja, naquele tecido que reveste a parede do intestino humano. Tanto o adoçante puro quanto a sucralose-6-acetato provocaram lesões nas células, desencadeando uma condição conhecida como “intestino permeável”.

“O intestino permeável é problemático, porque significa que coisas que normalmente seriam eliminadas do corpo nas fezes estão vazando do intestino e sendo absorvidas pela corrente sanguínea”, afirma Schiffman.

Por último, mediram a atividade celular das células intestinais do experimento. Segundo os autores, foi possível observar a atividade aumentada em genes relacionados ao estresse oxidativo, inflamação e carcinogenicidade.

Mais estudos precisam investigar a sucralose

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O estudo norte-americano levanta inúmeras questões sobre os impactos indesejados e potencialmente perigosos do adoçante sucralose no organismo humano. Ao longo dos anos, esse consumo pode ser refletido em problemas de saúde. No entanto, a atual pesquisa ainda é preliminar e mais evidências devem ser coletadas sobre esse risco, já que o estudo in vitro pode não se refletir totalmente na vida real. Pesquisas com modelos animais devem confirmar o problema ainda.

Recentemente, pesquisadores britânicos também descobriram que a capacidade da sucralose em reduzir a atividade do sistema imunológico em camundongos. Nesse caso, o consumo do adoçante em altas doses diminui o nível de atividade das células T, que são parte das defesas do corpo.