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Mark Zuckerberg mostra avatar super-realista no metaverso

Por  ‱ Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Reprodução/Lex Fridman
Reprodução/Lex Fridman

Os tempos de avatares cartunescos e sem pernas podem estar ficando para trås: para exibir o potencial das novas tecnologias da Meta focadas no metaverso, Mark Zuckerberg concedeu uma entrevista ao podcast de Lex Fridman a partir de uma versão fotorrealista, criada por meio de tecnologias de captura visual e de movimentos que fazem parte do rol de inovaçÔes da empresa para o setor.

Metaverso super-realista

Zuckerberg e Fridman estavam separados durante toda a entrevista, mas conversaram "frente a frente" usando headsets Meta Quest Pro. Mais impressionante do que isso, porĂ©m, Ă© o uso dos Codec Avatars, uma tecnologia ainda em desenvolvimento pela Meta para criar representaçÔes fieis das pessoas em um ambiente virtual, a partir de reconhecimento facial usando os prĂłprios Ăłculos de realidade virtual — e no futuro, quem sabe, tambĂ©m em Ăłculos inteligentes.

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O recurso, claro, funciona com uma bela ajuda da inteligĂȘncia artificial, com o aprendizado de mĂĄquina sendo aplicado durante o processo de escaneamento. Enquanto o foco principal sĂŁo os rostos, para que os Codec Avatars possam ser usados em conversas, reuniĂ”es e gravaçÔes, todo o corpo de um indivĂ­duo pode ser reproduzido desta maneira, gerando modelos 3D que tambĂ©m podem ser utilizados em outras aplicaçÔes grĂĄficas.

Outra inovação, segundo Zuckerberg, é o fato de que as imagens das pessoas são renderizadas nos próprios dispositivos, o que reduz a carga sobre a rede e o processamento, jå que não hå necessidade de transmissão de vídeo e gravaçÔes constantes. Por outro lado, ainda existe um caminho a seguir jå que, enquanto os headsets são capazes de detectar movimento, o escaneamento ainda precisa ser realizado por um equipamento profissional de motion capture.

“Estou esquecendo que vocĂȘ nĂŁo Ă© real”

A experiĂȘncia encheu os olhos de Fridman, que disse estar a quilĂŽmetros de distĂąncia de Zuckerberg, mas “sentindo sua presença” como se estivessem falando pessoalmente. A entrevista, em si, nĂŁo trouxe tantas revelaçÔes, com o CEO da Meta falando sobre seus planos para realidade virtual e aumentada, alĂ©m dos anĂșncios do evento Meta Connect 2023.

O que impressionou, entretanto, foi a reprodução nĂŁo somente das expressĂ”es faciais dos envolvidos no papo, mas tambĂ©m maneirismos, peculiaridades e atĂ© tiques, capturados pela inteligĂȘncia artificial em tempo real. Trata-se, tambĂ©m, da resolução de um dos principais problemas percebidos do metaverso, justamente a falta de seriedade e realismo dos ambientes virtuais que tentam se passar pelos reais.

Essa Ă© uma das principais preocupaçÔes da Meta, que vem desenvolvendo a tecnologia desde 2019 e ainda nĂŁo sabe quando ela serĂĄ lançada para o pĂșblico. Existem desafios tĂ©cnicos, claro, mas Zuckerberg aposta em pelo menos trĂȘs anos para que as primeiras aplicaçÔes pĂșblicas do Codec Avatars comecem a aparecer, no que espera ser uma revolução do metaverso.