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Robô neurocirurgião tem dois "braços" controlados por joystick

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Outubro de 2023 às 16h34

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Nunezimage/Envato
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O cérebro humano está longe de ser um enigma resolvido pela ciência. Então imagine o quão arriscado é realizar uma cirurgia cerebral, tentando interferir o mínimo possível nos tecidos saudáveis. Este é um campo em que a robótica tem muito a contribuir, como é o caso do novo robô neurocirurgião com dois “braços” minúsculos e controlado por joystick.

Desenvolvido por cientistas do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, o robô ainda é um protótipo, mas demonstrou ser altamente eficaz em cirurgias complexas nos testes preliminares — foi simulada a remoção de um tumor no cérebro de um bebê.

Hoje, “o cérebro é a última parte do corpo onde o acesso a ferramentas [robóticas] são deficientes”, lembra Pierre Dupont, bioengenheiro do hospital pediátrico e um dos responsáveis pela criação do robô, em nota. No futuro breve, isso pode mudar, e o uso da tecnologia tornará a operação em humanos menos invasiva.

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Testes com o robô neurocirurgião

Em estudo publicado na revista Science Robotics, os autores afirmam que o robô neurocirurgião executou habilmente uma série de tarefas com as duas “mãos”, incluindo a ressecção (remoção) e a redução do volume do tumor num modelo cerebral 3D de uma criança de 4 meses.

Para ser mais preciso, no experimento, foi simulada uma cirurgia conhecida como remoção endoscópica de um tumor na região da glândula pineal. Esta é responsável pela produção do hormônio melatonina, por exemplo.

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Segundo os cientistas, através do uso da tecnologia, o cirurgião humano foi capaz de realizar tarefas delicadas mais rapidamente do que poderia com ferramentas manuais, sem comprimir o tecido cerebral. Quanto menos tempo levar um procedimento do tipo, menores são os riscos.

Quando usar o robô?

Além da remoção do tumor na área perineal, os responsáveis pelo invento apostam que o novo robô também poderia ser usado na remoção de tumores vascularizados maiores no cérebro e que atualmente requerem uma abertura maior no crânio do paciente.

A tecnologia também poderia auxiliar no tratamento de casos de hidrocefalia (acúmulo de líquidos na região cerebral) e na remoção de tumores em outras áreas do corpo, como na próstata e na bexiga.

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Só que antes disso é preciso garantir que o robô é seguro. Para isso, os pesquisadores estão organizando os documentos e as evidências necessárias para solicitar os primeiros testes com humanos usando a tecnologia menos invasiva das cirurgias robóticas nos EUA.

A seguir, confira o procedimento teste usando o robô neurocirurgião:

Fonte: Science Robotics e Hospital Infantil de Boston