Publicidade

Futuristas preveem que sexbots com IA substituirão relações humanas

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

Compartilhe:
Mohammad Usman/Pixabay
Mohammad Usman/Pixabay

Se você estivesse solteiro, quais seriam os critérios para encontrar a pessoa ideal? É preciso que ela seja constituída de carne e osso ou aceitaria uma versão metálica, como um sexbot? A pergunta ainda é um absurdo para os humanos dos anos 2020, mas pode se tornar aceitável em aproximadamente 30 anos, segundo futuristas — aqueles profissionais que se dedicam ao estudo do futuro e às tendências de comportamento.

Com o avanço da tecnologia, a tendência é que os robôs humanoides se tornem cada vez mais realistas, simulando até a textura e a temperatura da pele humana. Tudo isso tornará o sexo uma experiência possível. Em paralelo, o uso da Inteligência Artificial generativa, como o ChatGPT, fará com que eles desenvolvam conversas até classificados como inteligentes. Para alguns, seria o par ideal para construir uma vida em conjunto ou apenas um "bom" sexo.

Sexo com robôs em 2050

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Talvez, um dos futuristas mais polêmicos na questão dos sexbots seja Ian Pearson. Ainda no ano de 2018, ele sugeriu, pela primeira vez, que o sexo robótico deverá superar o sexo exclusivamente entre humanos em 2050. Só que antes disso algumas coisas, mais amenas, iriam acontecer.

Por exemplo, em 2035, relações sexuais misturando Realidade Virtual (RA), apetrechos e até robôs mais rudimentares teriam que ser comuns — com o tanto de pessoas que se apaixonam por avatres virtuais, hoje, isso pode ser possível nos próximos anos. É fundamental que a tecnolgia se torne cada vez mais realista para que isso se concretize.

Como será o sexo com robôs?

No entanto, é preciso se perguntar o que será fazer sexo com robôs? Para Pearson, a tecnologia vai revolucionar a experiência sexual de casais que moram longe, já que, através de sexbots, poderão sentir estímulos enviados a quilômetros de distância.

Enquanto isso, os mais narcisistas poderão criar robôs que são sua imagem, transando consigo mesmos. Já os voyeurs — aqueles que optam por apenas assistir — poderão fazer com que robôs transem entre si para o seu deleite particular.

Ainda há a possibilidade de existirem humanoides com IA, onde um outro tipo de relação poderá ser desenvolvido, simulando a experiência de um casal convencional. A diferença é que a pessoa poderá escolher todas as características do seu robô ideal, incluindo o tom de voz e a personalidade. “Será fácil materializar qualquer fantasia que alguém imagine, ou fazer uma réplica de alguém que morreu”, ainda sugere o futurista para o jornal El País.

Continua após a publicidade

Inclusive, ética e consenso podem até ser que virem questões latentes, com o risco de máquinas serem violadas. Talvez, isso seja, de fato, futurologia demais.

Futuristas concordam com previsão

Neste mês, outra renomada futurista, a Tracey Follows, dobrou a aposta sobre as previsões de Pearson sobre o sexo entre robôs e humanos se tornar uma realidade. Para ela, indicadores desse futuro podem ser observados a partir do comportamento de alguns jovens japoneses na atualidade.

“No Japão, um grande número de jovens já prefere ter relações com os seus assistentes digitais, avatares ou namoradas holográficas, em vez de lidar com a complexidade das relações da vida real. E essa tendência está aumentando”, pontua Follows para o jornal espanhol.

Continua após a publicidade

O uso de sexbots com IA “será visto como aceitável dentro da narrativa da diversidade. Ou seja, uma namorada virtual será simplesmente mais uma opção, e assim serão aceitas as relações entre humanos e IAs, sob a bandeira da ‘inclusão’”, sugere a futurista.

Humanos estão prontos para sexbots?

Não existem grandes pesquisas sobre a aceitação de sexbots e, se existissem as pessoas poderiam sentir vergonha de externalizar as suas preferências por máquinas. No entanto, uma pequena pesquisa de 2017, feita pela YouGov Omnibus, revela que 49% dos estadounidesenses adultos imaginam que o sexo com robôs se tornará, um dia, realidade.

Continua após a publicidade

O interesse em fazer sexo robôs é consideravelmente maior entre os homens do que entre as mulheres. Para os que consideram essa nova modalidade sexual com um autômato, 52% só iniciaram essas relações se o robô fosse semelhante a um humano.

Outro estudo dos EUA, feito em 2021, pela empresa Tidio sugere que há vontade, sim, de humanos transarem com robôs. Cerca de 40% dos entrevistados confirmaram esse desejo. Novamente, os homens estavam mais abertos a essa possibilidade.

União entre robôs e humanoides

Para quem não consegue imaginar esse possível futuro traçado pelos especialistas na arte da previsão, vale a pena assistir ao filme Resistência, que ainda está nos cinemas. É uma quebra de paradigmas. Se a narrativa comum é de que humanos e máquinas brigarão pelo poder até o fim, a história contada pelo diretor Gareth Edwards vai no sentido oposto e mostra como alguns humanos — nem de longe todos —, humanoides com IA e robôs mais convencionais se unirão para viver em harmonia, dentro de comunidades isoladas na Ásia.

Continua após a publicidade

Entre as idas e vindas, as pessoas de carne e osso se apaixonam por máquinas e farão tudo o que estiver ao seu alcance para protegê-las. Logicamente, há envolvimento sexual e as diferentes "espécies" chegam a viver como casais, de forma ainda mais complexa do que imaginam os futuristas do nosso tempo.

Fonte: El País e YouGov