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Estudo mostra que humanos preferem interagir com robôs femininos

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Reprodução/YouTube
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Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington (WSU), nos EUA, demonstraram que as pessoas se sentem mais confortáveis e à vontade quando interagem com robôs, ou sistemas de inteligência artificial (IA), com características femininas, principalmente em funções de serviço como em hotéis.

O estudo que analisou 170 pessoas em cenários hipotéticos de prestação de serviços também revelou que os seres humanos preferem conversar com máquinas humanoides, independentemente do gênero ou de outras peculiaridades referentes à sua aparência física e dentro do mesmo contexto.

“As pessoas tendem a se sentir mais confortáveis ​​em serem cuidadas por mulheres por causa dos estereótipos de gênero existentes sobre os papéis de serviço. Esse padrão básico parece se transferir para interações com robôs, sendo mais amplificado quando as máquinas são mais parecidas com humanos”, explica o professor Soobin Seo, autor principal do estudo.

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Preferência de gênero

Durante os testes, os voluntários foram apresentados a quatro cenários diferentes de interação com um robô dotado de inteligência artificial em um hotel. No primeiro, eles foram recebidos por um bot de serviço masculino chamado Alex que apresentava corpo e rosto com feições humanas.

No segundo cenário eles tiveram a mesma experiência de interação, só que desta vez o robô era feminino e se chamava Sara. Nos outros dois cenários, os androides tinham gêneros e nomes diferentes, mas eram mais parecidos com máquinas comuns, tendo uma tela interativa no lugar do rosto.

“Os participantes apresentados aos cenários com robôs femininos classificaram a experiência como mais agradável e satisfatória do que aqueles que tiveram interações com robôs masculinos. A preferência pelo bot feminino foi ainda mais pronunciada quando os robôs possuíam aparência mais humana”, acrescenta Seo.

Substitutos ou colegas de trabalho?

Vários hotéis espalhados pelo mundo já utilizam robôs para interagir com seres humanos. Os exemplos vão desde a robozinha Pepper que ajuda os hóspedes no Mandarin Oriental Hotel, em Las Vegas, até redes hoteleiras totalmente automatizadas como a FlyZoo, na China, onde as pessoas interagem apenas com máquinas e recursos de inteligência artificial.

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Segundo os pesquisadores, substituir trabalhadores humanos em serviços de hospitalidade por robôs de qualquer gênero levanta muitas questões que ainda precisam de mais estudos. Por exemplo, se um robô quebrar ou falhar durante a execução de um serviço — como perder a bagagem ou fazer uma reserva errada — qual será a reação dos clientes? Será que eles vão querer falar com um funcionário de carne e osso para resolver o problema?

“Podemos começar a ver mais robôs como substitutos de funcionários humanos em hotéis e restaurantes no futuro, mas precisamos descobrir primeiro se a personalidade dessas máquinas também afeta esse tipo de interação. Ainda não sabemos se as pessoas preferem conversar com bots extrovertidos e falantes ou mais quietos”, conclui o professor Soobin Seo.

Fonte: Washington State University