AMD apresenta faturamento 13% menor, mas dentro das expectativas

Por Felipe Demartini | 31 de Julho de 2019 às 11h53
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A AMD apresentou o tipo de relatório financeiro que pode ser considerado como modesto, porém consistente, atingindo as expectativas de mercado mesmo demonstrando queda nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Tudo dentro do esperado, afirmou a companhia, e parte da estratégia de uma empresa que parece ganhar cada vez mais espaço entre um mercado antes completamente dominado por rivais bem maiores.

No segundo trimestre de 2019, a empresa registrou um faturamento total de US$ 1,53 bilhão. O valor é 13% menor que o visto no mesmo período do ano passado, mas também 13% maior que o do primeiro trimestre de 2019, ainda trazendo consigo lucros de US$ 35 milhões, ou US$ 0,03 por ação. É uma baixa que já era esperada pela própria companhia e pelo mercado, que estimavam um balanço total de US$ 1,52 bilhão.

Com esse movimento, a AMD crava uma performance cada vez mais sólida para os próximos trimestres e, mais do que isso, vê seu faturamento e lucro aumentarem cada vez mais. Para o período atual, entre julho e setembro de 2019, a expectativa é de ganhos de US$ 0,23 por ação e um total acumulado de US$ 1,95 bilhão, enquanto o crescimento total, no ano, deve ficar na casa dos 4% a 6%.

Para a fabricante, dois aspectos serão fundamentais nesse movimento para cima. Em seu relatório financeiro, a AMD lembrou de sua presença ao lado de Sony e Microsoft e no interior de ambos os videogames de próxima geração, que só chegam no ano que vem, mas desde já devem chamar a atenção para a marca e alavancar seus números na medida em que as fabricantes intensificam testes e iniciam a produção em massa dos aparelhos.

Parcerias desse tipo também foram firmadas com a Samsung, que utilizará placas gráficas da AMD em seus computadores, e também com a Apple, que inclui a Radeon Pro Veja II no novo Mac Pro. No mundo mobile, são mais de 40 contratos desse tipo ligados à plataforma Ryzen e voltados também para o mercado consumidor.

A fabricante citou com orgulho a chegada da segunda geração de processadores EPYC, voltados para servidores de cloud computing. Esse lançamento não apenas deve alavancar parcerias com fabricantes e o interesse geral do mercado corporativo, como também levar grandes clientes a realizarem mudanças em sua infraestrutura, algo que já é o caso, por exemplo, com a Sony e a Amazon, que aumentaram seus parques de supercomputadores ou lançaram novas soluções usando o hardware.

O segmento de processadores para servidores e nuvem é a menina dos olhos da AMD, que continua vendo os números da geração atual da EPYC crescerem, e espera ver movimento para cima ainda maior no caso da segunda geração. A marca levou a empresa a quadruplicar seus contratos nas áreas de cloud computing e setor corporativo, algo que gera engajamento e dá mais confiança aos engenheiros no desenvolvimento de novas instâncias da tecnologia.

A expectativa, agora, é que muitos dos crescimentos que a AMD enxerga em seu futuro venham, justamente, desse segmento. Ele não deve servir como a âncora da empresa, devido à quantidade de iniciativas no mercado consumidor e também os bons números apresentados por elas, mas contribuir fortemente para um crescimento generalizado da AMD e a manutenção de seu espaço como um grande player do setor de chips.

Fonte: AMD

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