YouTube desmonetiza vídeos de Nando Moura por violação das regras de conduta

Por Rafael Rodrigues da Silva | 22 de Fevereiro de 2019 às 23h00
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Nesta semana, o YouTube suspendeu a monetização de diversos vídeos do brasileiro Nando Moura. A plataforma alega que tais vídeos propagavam discursos de ódio e fake news, sendo que desde 2017 conteúdos sinalizados dessa maneira violam as regras para monetização no YouTube. Além de Moura, outros canais que propagam ideias políticas controversas, como os dos youtubers André Guedes, Bernardo P. Küster e Artur (do Mamãe Falei) também tiveram a monetização interrompida.

Em resposta à decisão do YouTube, Nando Moura publicou um vídeo de 13 minutos em que acusa a empresa de censura. De acordo com a política de uso do YouTube, a monetização limitada (ou seja, quando não são todos os vídeos de um determinado canal que podem ser monetizados) é ativada quando o canal possui conteúdos que não são adequados para a maioria dos anunciantes, como consumo de drogas, nudez, conteúdo sexual, discursos de ódio e fake news.

Isso acontece porque a maioria dos anunciantes da plataforma não querem ver suas marcas atreladas a conteúdos do tipo, que são vistos como negativos por grande parcela dos consumidores e, ao suspender a monetização em vídeos como esses, o YouTube diminui as chances de as marcas pensarem em abandonar os investimentos na plataforma. Ao mesmo tempo, a medida torna menos lucrativos os canais que utilizam desses artifícios, o que tende a coibir o crescimento desses criadores que podem ser considerados problemáticos.

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Apesar de, aparentemente, essa ser a primeira vez que esse tipo de decisão afeta youtubers brasileiros de renome, Nando Moura não é o primeiro com ideias políticas consideradas polêmicas que acaba tendo problemas com o YouTube: em agosto do ano passado, a empresa também baniu todas as contas do radialista Alex Jones e de seu programa InfoWars. O motivo alegado foi o mesmo que acometeu o brasileiro: propagação de discurso de ódio e fake news. Jones era conhecido por defender a morte de imigrantes nos Estados Unidos, especialmente muçulmanos e latinos, e por defender a teoria da conspiração conhecida como “pizzagate”, onde o Partido Democrata, chefiado por Hillary Clinton, comandaria uma rede de pedofilia no porão de uma pizzaria de Washington, D.C. — ideia essa que, no ano passado, levou um atirador a invadir a tal pizzaria e atirar contra clientes e funcionários em plena luz do dia.

Fonte: Vice

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