Twitter também vai banir links que incluem discurso de ódio

Por Felipe Demartini | 29 de Julho de 2020 às 13h13
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Depois das próprias postagens, agora é a vez de links contendo discurso de ódio e materiais violentos serem banidos do Twitter. A rede social anunciou a mudança nas regras nesta terça-feira (28), incluindo o compartilhamento de conteúdo externo na lista de publicações que podem levar à suspensão ou bloqueio de contas dos usuários.

A nova norma, que começa a valer nesta quinta (30), fecha o que era visto como uma brecha nos termos de uso da rede social. Proibidos de publicar conteúdos desse tipo na própria plataforma, contas fakes e usuários que propagavam tais discursos recorriam ao compartilhamento de links sem entrar no tema ao escreverem as próprias mensagens, mas amplificando o alcance daqueles materiais por meio das publicações.

O alcance da regra é semelhante ao que é aplicado sobre as próprias postagens. O Twitter considera como discurso de ódio os conteúdos que promovam violência, ameaça ou abuso a etnias, raças, nacionalidades, orientações sexuais, gêneros, idade, religião e necessidades especiais. Além disso, links que promovam ameaças de ataques físicos a tais grupos, bem como indivíduos, ou que glorifiquem atos de agressão contra todos estes, também estão proibidos.

A abordagem será a mesma utilizada com as mensagens em si, com a exibição de um alerta aos usuários ou a retirada da publicação do ar. As contas responsáveis pelas publicações também podem ser suspensas ou banidas em caso de reincidência, com a rede social, como sempre, tendo seu sistema de denúncias como um dos principais aliados no combate contra discurso de ódio na plataforma. O trabalho com ONGs, sistemas de controle de spam e tecnologias de detecção internas completam o rol de sistemas que fazem essa moderação.

Além disso, alguns termos se aplicam, principalmente, no que toca publicações jornalísticas ou de denúncias. Em seus termos de uso, o Twitter afirma que certos contextos serão avaliados como, por exemplo, a divulgação de links que levem a reportagens sobre o material violento (ao contrário da publicação direta deles) ou postagens que mostrem repúdio a uma determinada cena, que podem ser tratadas de forma diferente daquelas enaltecendo as mesmas imagens.

Isso responde, por exemplo, às perguntas de muitos usuários, que questionaram se as publicações de denúncia quanto à violência policial, principalmente contra manifestantes, se encaixariam nos novos termos. O Twitter não respondeu diretamente a perguntas nem voltou a se pronunciar sobre o assunto desde o anúncio das regras, feito por sua conta de suporte na própria rede.

Fonte: Twitter

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